outroscaminhos @ 19:18

Qui, 24/01/08

O destino pode já estar traçado, mas quando ele não é o mais favorável temos que lutar para o mudar.
 Quando não estamos à espera e tudo parece perfeito vem uma rajada de vento e faz-nos cair a nós e, por arrasto, a quem amamos. Parece que não nos vamos voltar a levantar, a queda foi grande e estamos feridos e doentes. Quando pensamos que não há saída ou que chegámos ao fim aparecem os que nos amam e conhecemos pessoas que passam a amar-nos. Vêm quase todos os dias sempre com um sorriso e trazem as mãos cheias de conforto e força para nos dar…
Esta história podia ser de todos aqueles meninos e jovens de quem me tornei amigo, voluntário principiante ainda com tanto por aprender naquilo que toca a ajudar. As minhas palavras podem não ser nada mas quero pelo menos tentar que elas vos ajudem neste momento de queda. Sejam fortes e lutem porque um dia estamos no chão mas noutro dia estamos erguidos para este mundo cheio de coisas boas.
Tiago Mendes

 



outroscaminhos @ 19:19

Qua, 26/12/07

 O trabalho de voluntariado pode ser muito variado e compreender como uma instituição funciona em termos organizacionais também pode trazer grandes contrapartidas. Assim, fizemos outras tarefas que nos deram imenso prazer e que para outros poderiam parecer um pouco mais aborrecidas.

   Organizámos as pastas de apresentação da associação aos pais e familiares das crianças com cancro e achámos que tudo era cuidado ao ínfimo pormenor, abordando o tema de uma forma ligeira e alegre, com livros cheios de ilustrações e cores que contam histórias relacionadas com os vários temas abordados (ao fim ao cabo, numa época em que a confusão e a tristeza invadem o espirito é preciso um "empurrãozinho").

   Também organizámos brinquedos, brincámos com as poucas crianças presentes na instituição e, acima de tudo, fomos muito polivalentes e ouvimos muitas histórias de voluntários, de coisas que já se passaram naquela instituição, histórias de pessoas que às vezes nos fazem pensar e aprender.  

    Para concluir, foi um dia em que nos sentimos livres. Fisicamente e espiritualmente uma vez que estávamos a fazer algo que queríamos mesmo fazer e sentíamo-nos úteis.

      

O Grupo

  Deixamo-vos aqui uma fotoreportagem sobre a ida do Presidente da República à casa da Acreditar.

http://www.presidencia.pt/index.php?idc=10&idi=12019




outroscaminhos @ 17:06

Sab, 15/12/07

   Com muito energia e ansiosos começámos esta nossa nova etapa...

  Estávamos à porta do IPO e os nossos sorrisos e piadas (algumas sem piada nenhuma) mascaravam o nosso nervosismo e ansiedade. A pergunta mantinha-se no nosso subconsciente: o que é que vamos encontrar?...

   Apareceu depois a voluntária Mª José que seria a pessoa que nos viria a dar mais informações sobre o que iríamos encontrar no 7º piso. Levou-nos até lá.

   A porta deslizante abrira-se à nossa frente. Entráramos noutro mundo. Um mundo novo com muito para nos oferecer.

   O branco incomodativo misturava-se com cores fortes de uma alegria aparente. O choro invadia todo o corredor. Começaram a surgir os primeiros rostos. Pedalavam nos seus triciclos, andavam por lá, mas sempre acompanhados. Não por pessoas mas por máquinas e produtos de que necessitam.

   Fomos até a sala de estar/recreio onde começámos a fazer a actividade do origami. As crianças pareciam alheadas. Não eram crianças pela definição que temos. Não têm alegria nem vitalidade, nem aquela genica que as crianças têm. Estão doentes, débeis e muito frágeis. Mas vão melhorar.. é isso o mais importante.

   Fizemos estrelas de papel para as iluminar, cães para lhes fazer companhia, laços, etc... Pareciam felizes. Mostravam sorrisos que eram sinceros.

   O ambiente continua pesado mas já nos habituáramos. Máquinas a apitar, administração de medicamentos e soro, todo um movimento hospitalar.

   Passámos para a actividade dos balões, que depressa se transformaram em brinquedos para aquelas crianças que, embora doentes, sabem o que é ser criança.

     Para nós foi uma experiência muito enriquecedora que nos fez pensar, reflectir, saber agir e, talvez, sermos melhores pessoas. Nestes mundos é que se sabe o que é viver. Sabe-se o que são as leis naturais da vida. Prova-se a dor, a tristeza, por vezes a morte, mas saboreiam-se as vitórias, as curas e a vida.  

 

O Grupo;



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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