outroscaminhos @ 16:04

Qua, 21/05/08

O mundo ruí como uma montanha mas a tua vida ruí como um castelo de cartas em equilíbrio. Não desafies o destino porque ele próprio é já o enigma da esfinge.

Não feches os olhos á realidade porque, independentemente do seu conceito filosófico, ela é o teu mundo e tens de conseguir perceber o teu eu.
Mas não me dediques as tuas lágrimas nem esperes que chore contigo. Perdi a habilidade de chorar e sei bem que lágrimas não se dedicam por maior que seja o desespero do afecto humano. Procura alguém que te possa ajudar, que não perceba as tuas lágrimas e te dê a mão. Tenho consciência, apenas, que não há nada que possa fazer por ti, não existe, sequer, sacrifício meu que possa executar para te ajudar.
Percebe o teu eu e ama o futuro intensamente, garante que o amanha existe e faz do meu ombro uma bengala torta se assim o desejares.
Lamento o meu sentimento matemático de tão pratico, mas um corte no coração ou no dedo é-me  já igual porque a minha singularidade está no pensamento.  
Eu percebo-te e compreendo o teu eu e a tua dor e , por isso, imagina que choro contigo e que a minha mão aperta a tua com força. Porém, o único gesto que possa fazer por ti é dar-te um espelho para te enfrentares e um buraco sem fundo para lá deixares o teu grito de sofrimento e descoberta.
 
 
InEs C.
 


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Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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