outroscaminhos @ 17:27

Ter, 09/10/07

"Aos 14 anos vim para a Europa. Vivia na terra e da terra, numa aldeia africana. Vivia em pobreza extrema. Vim para trabalhar e mandar dinheiro para matar a fome à minha família.

Foi um homem que disse que me trazia para um país rico da Europa, onde se ganhava

muito dinheiro.

A minha família disse que sim – “Se é bom para ela, é bom para a família”. Era uma

forma de o meu filho homem poder estudar. (...) Era uma forma de não passar tanta fome.

 

(...)Obrigou-me a despir. E fez tudo, mas tudo o que quis de mim. Chorei, gritei, implorei.

Nada. Ele foi indiferente. Indiferente não. Sorria e os olhos brilhavam. Eram de vidro

pensei.

Estive lá um ano."

 

São pessoas normais que após passarem dificuldades na sua vida tiveram de fazer uma escolha. Desesperadas optam pela via mais fácil levando uma vida que não querem mas a que são obrigadas. Muitas tentam sair...poucas são as que conseguem.

A marginalidade aumenta e cabe a nós tentar inverter esse rumo....

 

António Ferreira



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Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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