outroscaminhos @ 17:39

Seg, 07/07/08

 

 

 

Venho lançar-vos um desafio, muito dentro do espírito com que trabalhámos no contrato de leitura: que tal irmos deixando também por aqui excertos de livros, de poemas, de artigos ou de qualquer outra coisa que queiramos partilhar?

 

 

E começo eu por partilhar alguns excertos do livro Kafka à Beira Mar, de Haruki Murakami,

Casa das Letras:

 

-Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção[..]. (pág 9)

 

...Mentes limitadas, desprovidas de imaginação. Intolerância, teorias desfasadas da realidade, terminologia barata, ideias dogmáticas, sistemas rígidos, essas é que são as coisas que realmente me assustam. É isso que eu mais temo e mais detesto nesta vida. [...] espíritos tacanhos e intolerantes, sem imaginação, são como parasitas que transformam o hospedeiro, mudam de forma, sobrevivem e vingam. (pag 233, ed. Casa das Letras)

 

- Desde tempos imemoriais que não se pode separar a poesia do simbolismo. Andam sempre juntos, como o pirata e a sua garrafa de rum. (pág. 309)

 

(Podem ler mais sobre o livro em http://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=3666)

 

Boas leituras!!!

 

AC




outroscaminhos @ 21:47

Sex, 04/07/08

 

           Chegaste de repente à minha vida e mudaste-a sem eu perceber como. Eras tão pequenina, frágil e encantadora que te queria proteger e mimar com todas as minhas forças. Foi isso que fiz.
            Foste crescendo sempre perto de mim e eu fui acompanhado as tuas primeiras palavras, as primeiras graças a primeira vez que disseste o meu nome. Eras sempre muito meiga, muito doce e delicada e ias enchendo a minha vida de uma luz diferente, de uma doçura especial, de um amor que não sei explicar mas que nunca senti igual.
            Revejo-te hoje, passado algum tempo. Estás mais crescida, mais irrequieta, mas continuas a ter o mesmo olhar doce e continuas a abraçar-me do mesmo jeito carinhoso. Vais falando para mim e saltitando, contando as tuas novidades, as descobertas que fazes todos os dias e que te fazem crescer.
 Já passaram quatro anos desde que entraste na minha vida e há alguns meses que não te vejo tão amiúde, no entanto continuas a provocar em mim os mesmos sentimentos, continuas a ser aquela menina muito doce por quem me apaixonei e continuas a fazer-me muito feliz. Obrigada minha princesa!
 
 
Ana Silva
 

sinto-me: com uma amiguinha especial


outroscaminhos @ 13:41

Sex, 04/07/08

   

   Enquanto crianças, todos nos fazem a mesma pergunta: "Quando fores grande o que é que queres ser?". Por vezes a pergunta pode parecer um pouco persistente demais e a nós enquanto crianças que achamos que todas as profissões com que sonhamos apenas têm um lado bom e simplista, resta-nos responder para satisfazer a curiosidade alheia.  
      Eu, desde cedo que sempre quis algo na área da medicina, no entanto passei pelo veterinário, dentista, mas médico foi sempre o grande sonho, talvez a resposta que mais dei. No entanto, isto até entrar para o Secundário. Quando entramos para o 10º ano e levamos aquele choque em que acordamos e dizemos: “Portanto isto NÃO é o Básico”, começamos a perceber que aquela pergunta que se fazia na infância tem que ser reformulada. Nesta altura da vida devia ser feita desta forma: “Quando fores grande, o que é que podes ser?”
   Claro que me apercebi logo no primeiro período que o sonho de ser médico e entrar para aquele grande curso onde as médias andam para lá do 18 e muitos tinha que ser reformulado urgentemente. A partir daí, e como quem não tem cão caça com gato, a minha resposta passou a ser enfermagem. Com médias mais acessíveis, era um curso que me agradava.
   No entanto, este ano, o ano em que se tem mesmo que tomar uma decisão, as dúvidas começam a apoderar-se das nossas cabeças, e a enfermagem ganhou uma nova vida para mim, pois descobri que gostaria de trabalhar na área da oncologia. Mas, como nestas coisas há sempre o revés da moeda a enfermagem a nível de emprego começa a ficar muito saturada, o que é um pouco preocupante, pois embora o factor sonho, o factor gosto, o factor jeito sejam importantes, o factor emprego, o factor ordenado ao fim do mês é que nos dá de comer, e para além disso a vida não está fácil. Cheguei a um ponto que não sabia o que fazer. No entanto, ía procurando alguns cursos na área da medicina que embora muito pouco divulgados oferecem maiores probabilidades de sucesso. Foi assim que descobri a medicina nuclear.
    A medicina nuclear apareceu assim um pouco de pára-quedas no meu percurso, mas surpreendeu-me porque reúne todos os pré-requisitos necessários para a minha felicidade. Hoje em dia já tenho uma resposta segura àquela pergunta que me faziam na infância, e pensando bem concluo, a vida dá mesmo muitas voltas.
 Hoje em dia tenho é que eu responder a outras perguntas sobre o que é que é a medicina nuclear, porque ninguém conhece o que é. Não, não tem a ver com centrais nucleares….    
                                                                     Amadeu Martins
 



outroscaminhos @ 19:11

Qua, 02/07/08

 

Pinto com a imaginação,
Um retrato com o céu ao fundo.
Um quadro gravado no meu coração
E tu no centro do meu mundo.
 
Azul que envolve os teus cabelos
Castanhos como a areia em que piso.
Voam ao vento, perdidos nos teus pensamentos,
Ao ver o teu belo sorriso.
 
Vejo e sinto aquele retrato
Espelhado nos meus olhos,
Ansiosos por te ter mais perto,
Pedindo pelo teu carinho.
 
Retrato recordado do retrato vivido
Pintá-lo? Só na minha cabeça
Porque é o mais fiel ao sentido!
 
Tiago Mendes
 

sinto-me:

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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