outroscaminhos @ 21:57

Dom, 08/06/08

Olá amiguinhos*

Deixo-vos a próxima letra de música pimba redigida por mim. eheh

 
 
Lua cheia,
Sentada a beira-mar
Escrevi na areia
Eu gosto de te amar.
 
Sorrias para mim
E eu sentia o teu respirar,
O meu coração batia sem fim
E tu não paravas de me olhar.
 
Naquele segundo,
Só me lembro de te beijar.
Eras tu o meu mundo
E aquele com quem eu andava sempre a sonhar.
 
Senti-me uma estrela brilhante,
A cintilar numa noite escura.
Foi um momento tão marcante,

Uma paixão cheia de loucura.

 

Joana Beites

 


sinto-me: uma compositora pirosa
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outroscaminhos @ 21:12

Dom, 08/06/08

               Busca incessante por algo que está para lá do terreno, que é pleno: A Felicidade. Todos a procuramos em cada recanto da vida, porque o objectivo é ser feliz, com tudo o que a palavra acarreta.

É a borboleta que quando a tentamos agarrar, prende-la dentro nas nossas mãos para que fique sempre connosco, se escapa por entre os dedos, é rápida, fugaz e ao mesmo tempo delicada, perfeita. O seu lugar não é estar presa a nós mas sim estar junto a nós.
 Sinto que encontrei a minha borboleta que me guia para qualquer sítio que eu vá, que me acompanha, que pousa no meu ombro, que me conforta, que me ama. Não a prendi a mim, simplesmente fiz com que ela confiasse em mim, que se sentisse segura nas minhas mãos. Não quero que ela deixe de estar ao meu lado, quero sentir o seu voo entre os meus braços! Já não sei respirar, andar, olhar sem a presença dela, e quando ela voa durante alguns dias para longe de mim, sim porque ainda está ligada ao seu casulo, sinto-me perdido, não sei se o que faço está bem feito, não sei se o que digo é o acertado, mas sei que já não seria o mesmo sem a minha borboleta a voar em torno de mim. Como é bom vê-la voar, ver as suas cores num céu enorme!
Encontrei a felicidade, encontrei a minha linda borboleta e nunca a vou querer perder porque sem ela já não saberia viver!
                                                                        
Tiago Mendes
 
 



outroscaminhos @ 13:55

Qui, 05/06/08

Conta certa lenda que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria,e as crianças brincavam despreocupadas.


De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:


- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!


Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:


- Eu sei como ele conseguiu.


Todos perguntaram:


- Pode-nos dizer como?


- É simples: - respondeu o velho. Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

 

in http://franciscotrindade.blogspot.com/

 

AC




outroscaminhos @ 13:23

Qua, 04/06/08

Não, não, não e não !!!!!

 

Então mas isto é assim. Acaba o ano e dizem todos ahh e tal eu já não escrevo mais. Não pode ser!!!

 

Venho por este meio, caros colegas, fazer-lhes uma proposta. Pois é, o ano está a chegar ao fim, mas alguém pensa emigrar para um planeta sem net?? Alguém pensa sair deste mundo!! Ahh pois...

 

Pois é!! Este blog serviu-nos de muito, mas agora é que ele vai ser essencial. Sim porque agora é que vamos todos seguir "outros caminhos", o nosso caminho. E que tal se este blog fosse o nosso ponto de encontro? E que tal se este blog servisse como um pouco de cada um!!!

 

Houve alguém que me disse uma vez: As coisas só duram o tempo que nós quisermos que elas durem. Então e que tal se nós eternizássemos a turma 7 do 12º ano? Não acham que merecemos!!! Depois deste fantástico ano. 

 

A minha proposta é que este blog continue a ser um espaço de partilha, em que vamos contando um pouco do que andamos por aí a fazer nesse mundo. Sim e os stores também!!! Também têm que nos contar quem é que fez trabalhos melhores que os da nossa turma! (eheh!!!) Como é que é continuar a dar aulas... :-P

 

Então, unidos, faremos com que este blog continue a ser nosso, que tenha o mesmo número de visitas, e que de algum modo sirva como prolongamento do maravilhoso ano que passámos todos juntos.. 

 

Eternizemos a turma... 

 

                                                                                                                           Amadeu Martins 

 




outroscaminhos @ 23:34

Ter, 03/06/08

Ressurgiremos

Ressurgiremos ainda sob os muros de Cnossos
E em Delphos centro do mundo
Ressurgiremos ainda na dura luz de Creta

Ressurgiremos ali onde as palavras
São o nome das coisas
E onde são claros e vivos os contornos
Na aguda luz de Creta

Ressurgiremos ali onde pedra estrela e tempo
São o reino do homem
Ressurgiremos para olhar para a terra de frente
Na luz limpa de Creta

Pois convém tornar claro o coração do homem
E erguer a negra exactidão da cruz
Na luz branca de Creta

Sophia de Mello Breyner
[Livro Sexto, 1962]

 

...e não desistam!!!

 

AC




outroscaminhos @ 22:54

Ter, 03/06/08

 

Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.

(...)

- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...

(...)

- O que é que "estar preso" quer dizer - disse o principezinho?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...

(...)

- Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
(...)

- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.

(...)

Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...

(...)

E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com aminha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...

(O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry)
AC
 

música: http://www.youtube.com/watch?v=sogKUx_q7ig&feature=related


outroscaminhos @ 20:51

Ter, 03/06/08

"Tudo vale a pena se a alma nao é pequena"

Mas a alma não abarca o mundo e claramente, foi um esforço inutil o meu ao escrever textos neste blog.

 

Não valeu a pena.

 

Este é  último texto que escrevo.

 

 

Maria Ines




outroscaminhos @ 13:07

Ter, 03/06/08

O fim é sempre estranho. Nem sempre é doloroso e nem sempre é clasutrofóbico, mas é sempre uma brisa quente e livre de uma noite de Verão de lua cheia. É um mistério, um paradoxo.

O fim é sempre um começo. De algo. Mesmo a morte é um começo , enterram-se lágrimas inúteis e resgatam-se para a vida novos hábitos impossíveis de serem renegados. A morte é um começo para os vivos que ficam e vêem um barco – mais um – afundar-se no mar , tendo consciência que nunca mais voltará a tocar a terra que guardou o seu sangue. O fim é sempre o começo de algo, nem que seja do nada. Ainda não é Verão e a noite é escura como uma gruta grande, fria e estranhamente bela. É a mistura do caminho que ficou para trás e o caminho que ainda pode ser escolhido. É a escolha entre a memória e o coração futurista. O fim é indomável, mesmo quando parcialmente previsto, deixa um olhar de espanto e estranheza no céu azul aberto enclausurado por nuvens cinzentas de chuva.
É verdade, este é o fim. Do ciclo, da era, desta responsabilidade. É o fim, o mais esperado, o mais desejado. Este é o fim, que salvou mentes desesperadas da desistência, que deu alento e conforto aos que nunca descansam. Este é o fim, e no entanto, há quase a vontade de começar de novo só por uma questão de medo. O desconhecido é sempre tenebroso e só sabe enfrentar dignamente o medo e a hesitação os que sabem que nada são.
O fim é sempre algo misterioso, sim, mas não começava nada de novo. Há que enfrentar o medo e percebe-lo. Alem disso, nem sequer me dói este fim. Sonhei com ele demasiadas vezes, salvou-me da escuridão várias luas sangrentas. Tudo o resto é uma preguiça emocional de dizer que acabou. A despedida implica gasto de energia ( inútil, sim, talvez inútil, porque está implícita no ângulo do sorriso que se afasta para a penumbra). Sentimentalismo são sempre inúteis. As  minhas palavras não tem magia, por isso cito o poeta que faz do poema uma flauta mágica: O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus.”
 

Maria Inês ( L.C.)




outroscaminhos @ 21:27

Seg, 02/06/08

Tu és o meu anjo do meu céu,

A luz do meu olhar,

Quando no céu desvanece o sol do luar!

 

És tu o anjo,

Que me fazes sonhar,

Nesta noite vazia,

Onde não consigo acordar.

 

Deixa-me morrer nos teus braços,

Onde me posso aconchegar,

És tu o meu porto de abrigo,

Onde eu quero atracar.

 

Faz nesse silêncio

O que mais ninguém fez,

Um gesto de amor 

E uma palavra por dizer.

 

Não me olhes mais,

Esse olhar tem mel,

Adoças-me o coração

E arrepias-me a pele.

 

                                            Martinha, nº29 




outroscaminhos @ 21:06

Seg, 02/06/08

Acreditar, acreditar, acreditar! Foi esta a palavra que, embora muitas vezes não nos tenha surgido, esteve sempre lá, suportando todo o nosso trabalho, todo o esforço e dedicação que demos a este projecto, que nasceu com o intuito de alertar a sociedade para problemas como a toxicodependência e a prostituição, essencialmente.

Ao fim de 9 meses de intenso trabalho, de muita imaginação, muita luta e até muitas discussões, o grupo da Marginalidade lha com orgulho para tudo o que realizou até então, mas sobretudo para a apresentação final ao público, que teve lugar na ESA, no passado dia 28 de Maio. Desde já agradecemos a todos os que estiveram presentes e a todos aqueles que contribuiram e ajudaram à conclusão e até mesmo realização do trabalho. Embora já os tenhamos nomeado, nunca é demais relembrar que sem a participação destas pessoas, por mais insignificante que tenha sido, foi muito importante para o grupo.

De facto, a maior lição que retiramos deste trabalho foi, sem dúvida que não devemos desistir ao primeiro obstáculo, à primeira discussão, pois os meios são sempre muitos e há que lutar até ao fim por tudo aquilo em que acreditamos. E o facto é que este grupo acreditou sempre neste projecto, que apesar de nos ter dado muito trabalho, foi, sem dúvida, muito gratificante!

 

Não olhe para a MARGINALIDADE de lado! ENFRENTE-A!

 

 

 

O Grupo


sinto-me: orgulhosos
música: Acreditar- OT

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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