outroscaminhos @ 19:42

Qui, 03/04/08

                   Olho para o céu… Nem uma única estrela. A lua abandonou-me, o sol já não está lá. Está tudo cada vez mais escuro.
            Apagou-se a última luz. Tinha tanta esperança que mudasses, tinha tanta esperança que pelo menos uma vez na vida me mostrasses o que realmente vales. Mas tu destruíste tudo. Agora não quero saber. Fica na noite escura porque eu também estou nela, mas vou procurar uma luz. Tenho que a encontrar. Não vais fazer com que esta escuridão me cegue. Não vais…
              Hoje, apagaste a última vela. Sim, porque o sopro foi teu. Tenho tanta pena que a tenhas apagado. Ainda conseguia ler alguma ternura nos teus olhos, mesmo com dificuldade. Escolheste o caminho mais fácil. Já o tinhas feito antes com outra pessoa que abandonaste à mercê da vida. Nunca te perdoei. Não! Não acendas de novo a vela. Agora já só há cera.
           A escuridão esconde as minhas lágrimas, mas ainda bem, porque eu vou passar por cima de tudo. Eu vou vencer.
           Tu! Tu vais provar o amargo da solidão e, mesmo que queiras sair da escuridão, vais ver que todas as estrelas se vão recusar a brilhar, que a lua estará sempre no seu estado invisível, que as velas serão todas constituídas unicamente por cera. Tu nunca encontrarás a luz e aí nós somos diferentes. Porque eu tenho duas pessoas que sempre me darão um pouco do seu lume para eu ver o caminho. Tu não terás ninguém…
          Adeus. Vou à procura da luz…
Amadeu Martins

sinto-me: no escuro
música: tears and rain - james blunt

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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