outroscaminhos @ 15:47

Qua, 12/03/08

Ao longo de todas as semanas, de todos os meses, de todos os anos, há dias maus, encobertos, cinzentos e há dias bons, coloridos, claros, brilhantes.

Hoje só vou falar dos dias bons, porque esses é que valem mesmo a pena, porque esses é que são importantes e porque esses são os que têm imperado nos últimos tempos.

Os dias bons começam assim que abro os olhos, assim que tenho um motivo bem forte para saltar, cheia de energia, do meio dos lençóis. São dias em que tudo o que está para lá da minha janela parece brilhar mais, são dias em que o caminho que faço habitualmente parece novo e cheio de coisas belas para admirar.

Nos dias bons sorrio para ti de forma diferente, sinto-me mais leve, mais fresca e pronta para tudo o que vier. Nesses dias o mundo parece perfeito, cheio de cores, de doces e de cheiros bons.

São muitas as coisas que contribuem para estes dias especiais. Tu és uma delas e estás sempre lá para ouvir as gargalhadas que dou nesses dias, para olhar por mim e para tornares tudo mais doce e perfeito.

Ultimamente tenho tido muitos dias bons. Sou uma miúda cheia de sorte!!!

 

      

Ana Silva


sinto-me: Num dia bom


outroscaminhos @ 22:22

Ter, 11/03/08

Todos os dias penso na vida...

Que rumos seguir...

Que vidas amar...

Que opções escolher...

Olho para trás,

Escolhas que só serviram

Para me magoar,

Mágoas que só me fizeram aprender…

Depois de toda esta caminhada

Digo:

Nada poderia fazer,

Ou será que poderia?!

Nunca o saberei...

Estava destinado,

O livro está escrito,

O passado vivido,

O presente a correr,

E o futuro,

Oh, o futuro cabe-me a mim,

Mudar, lutar e seguir.

 

Sonho para acreditar,

Luto para realizar,

Sofro para alcançar,

E, no fim,

 Sorrirei nem que seja

Pelo simples facto

De me sentir viva

Naquilo que tenho que viver!

Ana Pedro, 8 de Março de 2008(23:10h)

 

 

Jamais desistam dos vossos sonhos, daquilo que mais desejam, por pequenas derrotas...

Lembrem-se que a vida é feita de derrotas e que é com elas que mais aprendemos.  

 

 

 




outroscaminhos @ 20:31

Ter, 11/03/08

Descobriste, no traço leve da tua escrita solitária, o segredo da vida. Como quem respira o odor do vento, como quem planta uma árvore, tu desvendaste-o, ou ele, perante ti, apercebeu-se do nada que era. Nada mais forte há que a suavidade de um Ser Humano.

Reflectiste sobre ti com a imparcialidade de um juiz estranho ao mundo, ouviste-te, ouviste o teu outro lado, condenaste. E em tudo foste justa. Primeiro ouviste Reis com a sua filosofia de áurea mediocritas de aproveitar a vida, aprender a viver, aceitar o que vier, sobretudo a morte. Não te mentirei, é sedutora a filosofia: é mais terrível o sofrer por uma causa futuramente inútil do que amar insensatamente uma flor. Ela não dura para sempre, assim como tu, e o sentimento de perda torna o homem demasiado vulnerável...

Mas não foste irracional, não te deixaste iludir e vencer pela fraqueza do momento –independentemente da convenção, um segundo dura sempre um segundo. Fizeste o balanço e alcançaste a eternidade na tua vida efémera. O conceito existe na nossa alma, não na vida.

Fere tudo a um Homem, mas, se lhe retirares o coração, retiras-lhe o murmúrio da vida. E, ao apercebeste-te disto, no teu traço sozinho de uma condenada à mudez, falaste e dissertaste.  A tua voz foi tão límpida como um grito de guerra e fez as montanhas da ignorância ruírem ao som do eco. Saber viver é saber morrer e tu sabes como aproveitar o momento. Os dias de sol são tão bons como os de chuva, se os aprenderes a amar. Nunca arrancaste a nada o coração, o sentimento, a humanidade que existe ,até numa pedra. E és, na tua humildade, livre na tua escravidão porque notaste que eras escrava da reflexão.

Encontraste o Apolo em ti, fizeste-te e construíste-te. A tua força é a modéstia verdadeiramente sentida, a tua perspicácia o sabor do vento, os teus olhos o azul do mar. Construíste-te. Nada mais forte é que a crença humana. E tu acreditas na vida, no florescer de uma flor, no mundo que existe numa poça de água.

O segredo da vida é acreditar nela. E tu descobriste-o, pensando sobre Ricardo Reis. E não esqueças, não estar errado não implica que o inverso não seja certo; e estar correcto não impede a existência de outros mundos paralelos diferentes e belos. Simplesmente, não podes viver como  Reis. E tu sabes disso, vives como tu própria. Quem não existe, não vive.

Maria InEs




outroscaminhos @ 13:41

Dom, 09/03/08

Pois é, embora ainda faltem três meses muito longos, estamos a entrar na recta final de um ano que, para além de trabalhoso, nos proporcionou muitas surpresas, como por exemplo este blog que pertence a todos pois aqui está uma parte de cada um: os nossos sentimentos, as nossas opiniões, os nossos devaneios, as nossas tristes figuras, de tudo um pouco…
  Eu gosto muito de pensar no futuro porque acho que é nele que devemos investir, mas hoje quero falar das coisas boas deste ano. Sim, embora esteja a ser um ano muito complicado a nível de trabalho e embora os resultados não sejam os esperados, este ano tem trazido muita coisa boa. Os projectos que nos propõem são cada vez mais ambiciosos e exigem cada vez mais da nossa originalidade. Certo é que nunca esteve nos meus planos ter que fazer de alentejano em pleno Rossio ou fazer de um velhinho a jogar Playstation… Mas são passagens que certamente ficarão guardadas, não só em vídeo mas na minha memória.  
   O trabalho na Acreditar, e com as várias crianças com as quais nos temos cruzado ao longo do nosso projecto, fez-me ver as crianças de uma outra forma. Sim, porque eu confesso que não gostava muito de crianças, mas mudei a minha opinião. Afinal estes projectos também são um desafio a nós próprios e por vezes nós surpreendemo-nos.
    Todos estes trabalhinhos são muito importantes para nós porque para além de nos fazerem largar (nem que seja por pouco tempo) os livros, os números, a máquina de calcular, permitem-nos demonstrar um bocadinho de nós e proporcionam-nos longas horas de riso interminável.
     Com tudo isto o que resta é aproveitar estes três meses, com mais projectos destes de que nós gostamos, para nos divertirmos mais e para contribuírem para as nossas boas recordações de um 12º ano único...
 
Amadeu Martins
E embora ainda o fim esteja longe:

sinto-me: Muito satisfeito...
música: Happy ending, do Mika claro


outroscaminhos @ 18:06

Sab, 08/03/08

                As melhores coisas da vida são aquelas que um grande olhar não vê, é preciso um olhar que veja o que de bom há em cada coisa, UM PEQUENO OLHAR.
O problema de estarmos tristes é não ver o que de bom nos rodeia, é dar supremacia ao que não importa, é não ser positivo. Podemos pensar que todas as coisas boas têm um fim e que acabam num piscar de olhos e o que sobra é o desânimo. Mas se aqui estamos é para viver da melhor forma possível e sermos felizes. Não importa que o futuro que vemos ao longe tenha uma cara cinzenta, que chova, que esteja frio. Basta sentir que tudo aquilo que nos faz felizes se irá concretizar!
A melhor coisa da vida é estar com quem gostamos, é amarmos e sermos amados, é vermos a linda natureza que nos rodeia, é ver o nascer e o pôr-do-sol, é ver aquilo que está pequeno e que é tão grande, é tomarmos consciência das coisas que tomamos como adquiridas como ter uma cama quentinha onde dormir após um longo dia.
O objectivo maior é ser feliz mesmo que estejamos a passar por adversidades, porque depois da tempestade vem a bonança!
Tiago Mendes
 

           

 

sinto-me: Feliz
música: Take That - Beautiful World


outroscaminhos @ 16:01

Sab, 08/03/08

Há sempre o sol que não se apaga da vista. O som que se ouve com os ouvidos tapados. A voz de dentro da consciência -  que nada é senão um outro coração - que nunca dorme. E existe, como que uma criança adormecida, em cada alma, uma pátria, ainda que queimada.

Uma mentira é uma verdade que nunca se concretizou e por isso é pouco. Não é económico o suor da mentira: ouço Fernando Pessoa e há algo em mim que desperta. É um qualquer orgulho, um qualquer conceito de dignidade que existe no mundo e não em mim. A Mensagem desperta, mesmo em negação, o velho e corcunda orgulho português. A melhor maneira de não ceder a uma paixão é perceber o seu início e o seu começo. Descodifiquemos então: a exaltação da conquista não pela força física, mas pela astúcia, pela vontade de sonhar e ambicionar o sonho. Ou então a explicação para apatia que vejo espalhada nas paredes e nas pessoas: estão a morrer para renascer. No fundo, abandonamos uma ideia quando ela não se espalha pelo mundo e, de facto, Lisboa já foi deposta do seu reinado marítimo há caveiras de séculos.

Mas herdei, ou nunca consegui apagar, o sorriso colectivo da Batalha de Aljubarrota e daquela técnica do quadrado que é a mais bela estratégia militar. Ou então, o primeiro país a abolir a escravatura. Ou a resistência aos invasores porque D.Sebastião voltaria um dia; ou a revolução feita, tantos anos mais tarde, sem sangue. O mito sebastianista salvou Portugal duas vezes. Falta a terceira...

Porém, o nós é antagónico. Não é este Portugal o lar idealizado. Não foi por este que Miguel de Vasconcelos foi odiado  e morto sem  compaixão. Falta-lhe a crença em sim mesmo, a visão de si próprio como um Messias (nós somos a nossa única salvação, sempre). Está derrotado, acabado, finalizou o seu tempo no mundo. Esqueceu-se do ciclo e do triângulo, esqueceu-se da Fénix. E esqueceu que foi abençoado por Ulisses.

E esqueceu-se de mim e do meu patriotismo baseado nos seus feitos históricos que são magníficos porque não carregam consigo rios imensos de sangue. Esqueceu-se de si próprio, de tanto ter sido violentado. E se Portugal se abandona a si próprio, onde está o profeta Pessoa e o Messias ?

O meu patriotismo está morto. Acredito num Messias que está impedido de nascer.

Maria InEs


música: chorai lusitania- moonspell


outroscaminhos @ 18:12

Sex, 07/03/08

           A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

              Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e escondeu-os  num ninho para dá-los a seus filhos como presente na Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou a correr. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém dúvida?

           No antigo Egipto o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade consideravam-no símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto da Lua determinar a data da Páscoa.

            Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

 

 

Marta Gonçalves-nº29




outroscaminhos @ 20:21

Qui, 06/03/08

 De manhã o mundo tem uma forma rectangular. Como se a mente tivesse sido esvaziada de todas as memórias que ajustam o mundo à sociedade. E à realidade cientifica. E é nesses momentos, nesses instantes em que a mente é limpa, que ele reflecte. É louco. Tem ideias estranhas, artísticas, revolucionárias que são recalcadas pelos calos do dia-a-dia espiritual. Repara como é insano, como é inconsciente. Imprevisível. Sim, vê-se como uma bomba relógio, como uma explosão atómica pronta a explodir quando estimulada. Dá voltas na cama, no espírito, o mundo está errado, ou então é ele um erro. Pior ainda, uma cobaia, uma experiência pequena. E pensar para quê? Claramente, o facto de ele pressentir que tem uma personalidade cobarde semi-heróica não lhe proporciona conforto. Nem do térmico. Antes pelo contrário, por mais que magoe e que rasgue os ossos, ignorância, por vezes, é felicidade. Ou pelo menos, não causa exaltações inúteis. Levanta-se da cama contra vontade, como se ao adiarmos o presente o futuro não chegasse. Mas ele levanta-se de um só pulo. O presente é pior que qualquer futuro tenebroso que tenha pela frente. O futuro, ele é capaz de o alterar, se o ângulo do Sol assim o quiser, o presente já está decidido. Olha-se ao espelho. O rosto é muito branco e os olhos azuis-escuros têm um brilho quase diabólico. É o brilho dos que necessitam de equilíbrio psicológico, pensa. Mas está enganado, é o brilho dos que vivem, o brilho nos olhos é a forma como a alma vê no mundo. Alma é vida e a vida é algo de místico. É de manhã e o dia está agradável (hoje Apolo está bem disposto). Arranja-se para sair. O vento ao bater na sua face diz-lhe que está vivo. Diz-lhe que ele existe e que o vento existe e que ele não está completamente perdido, não endoideceu indefinidamente. O vento é o abraço que a sua primeira mãe lhe dá – A que existe sempre, no passado e no futuro. E ele imagina-se a responder ao abraço sem mexer os braços, a sorrir perante o beijo materno. Encontra um sítio afável para beber café e senta-se na esplanada. O dia está bonito, o mar está magnificente. Suspira fundo, sorri levemente. A vida existe. Mas só porque ele é doido. Como poderão uns olhos que vêem sempre a mesma paisagem, que nunca brilham, que são apáticos, vazios, verem a existência do mundo? A Terra é redonda mas tem quatro cantos.

 

Maria InEs




outroscaminhos @ 20:07

Qua, 05/03/08

Ele era ligeiro no mundo, tinha um passo suave que em nada era um passo humano. A sua grandeza estava no sorriso melancólico de um Orfeu perdido. De um Aquiles derrotado em vez de morto.
Sonhava com o mundo, com o acordar para a janela que é sempre igual, mas que varia com a paisagem. É a mistura da metáfora calcária de Virgílio Ferreira e do paradoxo angustiante de Fernando Pessoa. É tudo, e não é nada. Conquista o mundo de uma outra forma, é mais romântico. Exige a força do amor. E lastima-o, porque o não vê espalhado pelas arvores e pelas flores efémeras nas florestas das ruas de pedra.
Perde-se a si próprio, no espelho vê o reflexo dos outros, os que não se calam enquanto a cabeça dele não lateja. Vê a podridão secreta do mundo, com todos os pecados que ele não comete. Olha-se e confunde-se.
A rua por onde passa é cinzenta e macilenta, habitada por bonecos de barro que fingem ser Humanos. Os gestos mecânicos e vazios em nada se assemelham aos dele, o Homem, que erra e ama; acima de tudo, a vida.
 
É ele, o herói inconsciente do quotidiano. Viver é algo de extraordinário e ele é sensível a uma gota de chuva; ele está em toda a Natureza. Tem um carácter divino porque é humano e os homens sofrem. Chorar e rir estão num mesmo patamar.
A sua alma é mais leve que uma pena e plana sobre o solo, atravessando toda a existência física do Universo. É ele, na sua solidão, uma lenda de si próprio.

 

Maria InEs




outroscaminhos @ 16:14

Ter, 04/03/08

Antes do casamento ...

Ele: - Sim. Custou tanto esperar por este momento.


Ela: - Queres que me vá embora?


Ele: - Não! Nem penses nisso.


Ela: - Amas-me?


Ele: - Claro! Muito e muito!


Ela: - Alguma vez me traiste?


Ele: - NÃO! Porque ainda perguntas?


Ela: - Beijas-me?


Ele: - Sempre que possível!


Ela: - Vais-me fazer sofrer?


Ele: - És doida! Não sou desse género de pessoa!


Ela: - Posso confiar em ti?


Ele: - Sim.


Ela: - Querido!






Depois do casamento ... Ler de baixo para cima.

C.S. #5


sinto-me: com piada...ou talvez não...

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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