outroscaminhos @ 18:06

Sab, 08/03/08

                As melhores coisas da vida são aquelas que um grande olhar não vê, é preciso um olhar que veja o que de bom há em cada coisa, UM PEQUENO OLHAR.
O problema de estarmos tristes é não ver o que de bom nos rodeia, é dar supremacia ao que não importa, é não ser positivo. Podemos pensar que todas as coisas boas têm um fim e que acabam num piscar de olhos e o que sobra é o desânimo. Mas se aqui estamos é para viver da melhor forma possível e sermos felizes. Não importa que o futuro que vemos ao longe tenha uma cara cinzenta, que chova, que esteja frio. Basta sentir que tudo aquilo que nos faz felizes se irá concretizar!
A melhor coisa da vida é estar com quem gostamos, é amarmos e sermos amados, é vermos a linda natureza que nos rodeia, é ver o nascer e o pôr-do-sol, é ver aquilo que está pequeno e que é tão grande, é tomarmos consciência das coisas que tomamos como adquiridas como ter uma cama quentinha onde dormir após um longo dia.
O objectivo maior é ser feliz mesmo que estejamos a passar por adversidades, porque depois da tempestade vem a bonança!
Tiago Mendes
 

           

 

sinto-me: Feliz
música: Take That - Beautiful World


outroscaminhos @ 16:01

Sab, 08/03/08

Há sempre o sol que não se apaga da vista. O som que se ouve com os ouvidos tapados. A voz de dentro da consciência -  que nada é senão um outro coração - que nunca dorme. E existe, como que uma criança adormecida, em cada alma, uma pátria, ainda que queimada.

Uma mentira é uma verdade que nunca se concretizou e por isso é pouco. Não é económico o suor da mentira: ouço Fernando Pessoa e há algo em mim que desperta. É um qualquer orgulho, um qualquer conceito de dignidade que existe no mundo e não em mim. A Mensagem desperta, mesmo em negação, o velho e corcunda orgulho português. A melhor maneira de não ceder a uma paixão é perceber o seu início e o seu começo. Descodifiquemos então: a exaltação da conquista não pela força física, mas pela astúcia, pela vontade de sonhar e ambicionar o sonho. Ou então a explicação para apatia que vejo espalhada nas paredes e nas pessoas: estão a morrer para renascer. No fundo, abandonamos uma ideia quando ela não se espalha pelo mundo e, de facto, Lisboa já foi deposta do seu reinado marítimo há caveiras de séculos.

Mas herdei, ou nunca consegui apagar, o sorriso colectivo da Batalha de Aljubarrota e daquela técnica do quadrado que é a mais bela estratégia militar. Ou então, o primeiro país a abolir a escravatura. Ou a resistência aos invasores porque D.Sebastião voltaria um dia; ou a revolução feita, tantos anos mais tarde, sem sangue. O mito sebastianista salvou Portugal duas vezes. Falta a terceira...

Porém, o nós é antagónico. Não é este Portugal o lar idealizado. Não foi por este que Miguel de Vasconcelos foi odiado  e morto sem  compaixão. Falta-lhe a crença em sim mesmo, a visão de si próprio como um Messias (nós somos a nossa única salvação, sempre). Está derrotado, acabado, finalizou o seu tempo no mundo. Esqueceu-se do ciclo e do triângulo, esqueceu-se da Fénix. E esqueceu que foi abençoado por Ulisses.

E esqueceu-se de mim e do meu patriotismo baseado nos seus feitos históricos que são magníficos porque não carregam consigo rios imensos de sangue. Esqueceu-se de si próprio, de tanto ter sido violentado. E se Portugal se abandona a si próprio, onde está o profeta Pessoa e o Messias ?

O meu patriotismo está morto. Acredito num Messias que está impedido de nascer.

Maria InEs


música: chorai lusitania- moonspell

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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