outroscaminhos @ 17:16

Seg, 18/02/08

Descobri há pouco tempo um sentimento que nunca tinha experimentado antes. É um sentimento que me ultrapassa e que surge de ajudar os outros.

É claro que já tinha ajudado outras pessoas em certas tarefas, em certos momentos em que precisavam de apoio, mas nunca tinha dedicado a minha atenção a crianças que foram traídas pelo destino.

Essas crianças, que só diferem das outras por já terem passado por coisas pelas quais ninguém esperava que passassem, fazem-me esquecer de tudo aquilo que me rodeia e que me preocupa. Ali só existo para elas e com elas.

Aquelas crianças são como flores sensíveis que necessitam de muito carinho, atenção e apoio. Porque estas flores são as mais raras e são aquelas que quando florescem mais nos surpreendem por serem tão belas.

A minha simples e humilde missão é fazer com que cada encontro seja mágico, repleto de sorrisos e de palavras doces para que aquelas lindas flores floresçam mais depressa de maneira a mostrarem toda a sua beleza.

É muito bom poder ajudar estas pequenas flores!

 

           

                      Ana Silva




outroscaminhos @ 20:16

Dom, 17/02/08

A manhã nasce e, ao relento de uma praia, estamos os dois, sozinhos, mas mais acompanhados e preenchidos do que nunca... "Já viste a cor do céu?", perguntas com o olhar mais doce do mundo, terno como o de uma criança abandonada, que apenas vagueia em busca de carinho e afecto. Abraças-me com o teu corpo quente e acolhedor, o único porto de abrigo capaz de me confortar, como só tu o sabes fazer... Penso em tudo: no que já passámos, no que ainda está para vir, nos obstáculos ultrapassados, nos beijos trocados, nos momentos partilhados... Talvez seja esse o meu grande problema: pensar!

Por tudo passámos, unidos como um só, um completando o outro... De repente tudo pára, nada vale mais, naquele instante, do que as tuas simples e singelas palavras que podem até não ser, mas que me parecem ser eternas: "Adoro-te e quero para sempre ficar na tua vida!" Não imaginas o bem que me faz ouvir tais palavras, tais emoções, tais sentimentos...

Fazes-me bem, fazes-me feliz... Acima de tudo, fazes-me  esquecer  o que  me faz mal, o que me corrói e acaba comigo... Fazes-me pensar em tudo o que pode ser bom, fazes-me sentir bem comigo própria!



A manhã nasce e, ao relento de uma praia estou sozinha, mais abandonada do que nunca... Tudo isto não passou de um sonho...



Telma A. Afonso A. #9

sinto-me: com medo...
música: I can't take my eyes of you


outroscaminhos @ 11:18

Sex, 15/02/08

 O nosso grupo decidiu mudar de tema uma vez que o antigo não estava a correr como planeado, o que levou ao desinteresse por parte do grupo. Decidimos, então, falar acerca da emergência pré-hospitalar, por ser uma área de que nós gostamos muito e que tem sido vítima de vários erros em Portugal ( Epor exemplo, o caso polémico de Alijó).

   Seguidamente apresentamos uma notícia que lança o debate sobre esta questão polémica:

"INEM vai traçar rede nacional de ambulâncias

2008-01-29 08:30 by Carlos Santos

Fragilidades do sistema vão ser debatidas pelo INEM e pelos bombeiros

"O Governo vai organizar uma rede nacional de ambulâncias que permita prestar um socorro pré-hospitalar com qualidade. A proposta deverá ser apresentada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) dentro de três semanas e será depois debatida pelos vários intervenientes na rede de emergência pré-hospitalar.

Foi esta a decisão anunciada ontem pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde. Carmen Pignatelli falava no final de uma reunião de urgência, motivada pelos acontecimentos de Alijó, que sentou à mesma mesa a governante da tutela da Saúde, e Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil. Do lado do Ministério da Administração Interna (MAI) estiveram ainda a Autoridade Nacional de Protecção Civil e Duarte Caldeira, da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Carmen Pignatelli afirmou ainda que "estão criadas pontes para trabalhar em conjunto" mas alertou que as insuficiências do socorro pré-hospitalar não se corrigem todas num dia. Um primeiro passo para debater estas fragilidades e para corrigir insuficiências como as que têm originado as situações dos últimos dias, é a reunião que decorrerá na próxima semana. Dia sete haverá um encontro da comissão criada para avaliar o protocolo que foi assinado em Maio do ano passado entre a Liga dos Bombeiros, a Autoridade Nacional de Protecção Civil e o INEM.

Depois de reavaliado o protocolo e identificadas as fragilidades serão propostas medidas para corrigir o problema, assegura o Governo

Para a Liga dos Bombeiros Portugueses este é o momento chave para resolver de uma vez por todos a tensão entre bombeiros e INEM. "O incidente de Alijó e o impacto gerado na opinião pública criou a oportunidade de debater a fundo este problema", afirmou Duarte Caldeira, frisando a necessidade de redefinir os procedimentos de comunicação.

Reacções em Alijó

O presidente da Câmara de Alijó avançou também ontem que vai reivindicar junto do ministro da Saúde uma "solução integrada para a saúde" do concelho, que "idealmente" deveria passar pela criação de uma urgência básica. O socialista Artur Cascarejo disse à Agência Lusa que vai reunir com o ministro Correia de Campos, "seguramente" ainda no decorrer desta semana, embora ainda não esteja agendada data oficial.

"Pretendemos fazer valer os nossos argumentos junto do senhor ministro para que, de uma vez por todas, se resolva este problema da saúde no concelho de Alijó", afirmou.

O pedido de assistência de uma família de Castedo, em Alijó, para um homem que acabou por falecer na madrugada do dia 22, evidenciou a descoordenação dos meios de socorro naquele concelho, desde os bombeiros ao INEM. "

 in Diário de Notícias

 

 

       Ana Pedro e Marta Gonçalves

 

 




outroscaminhos @ 18:54

Ter, 12/02/08

Hoje, não farei mais queixas
Nem condicionarei os meus eus à tristeza.
Não.

Regarei ,
Cuidadosamente,
O meu jardim de rosas azuis
Que, de vez em quando,
Ignoro.
Sentar- me- ei na relva
E acariciarei o botão de rosa azul
Que estiver a nascer.
Abençoá-la-ei
Como se fosse a última rosa do jardim.

O resto , já não interessa.
Já não é decisivo.
Ainda tenho o meu jardim.
Isso é tudo. Isso sou eu.

Maria Inês





outroscaminhos @ 17:15

Ter, 12/02/08

 

  Todos temos nos nossos sótãos aqueles baús cheios de pó recheados de coisas que já não existem. Muitos adoram remexer nesses baús, gostam de todas as recordações, lembrar, recordar, tornar as memórias presentes, rir das histórias passadas...

   O meu baú está a um canto escuro. Não gosto muito de olhar para ele, pois acho que sei o que está lá dentro e tenho a certeza que não o quero abrir. Ao fim ao cabo aquele baú não faz sentido nenhum: as coisas que ele guarda são o passado, que nunca mais se volta a viver. Bom? Mau? Não sei. Apenas sei que não quero mexer naquele baú.

   Às vezes tenho a chave na mão e quase que sinto vontade de o abrir para pensar em tudo aquilo que lá está dentro, em organizá-lo e arranjar um sentido para as coisas que contém, para que possa, como os outros, remexer nele cada vez que queira. Mas isso nunca resultará. O que está dentro daquele baú não tem organização possível. São apenas peças, fragmentos que esperaram por um fim e que nunca foram acabados. Não vale a pena arranjar o que não tem conserto.

   Mas não faz mal. Enquanto os outros estimam este baú, eu construí outro para o qual contribuo dia após dia: aquele baú que não está no sótão, mas que está em todo o lado por onde passo e que construo com tudo o que quero para o meu futuro. Esse é o meu baú de estimação. Nele guardo os sonhos, os objectivos que crio, as vitórias, as derrotas tudo o que me faz viver e continuar... 

 

 

    

A persistência da memória - Salvador Dali 

 

Amadeu Martins 


sinto-me: sonhador


outroscaminhos @ 21:05

Sex, 08/02/08

Dias bons e maus são os constituintes das nossas vidas.
Os bons passam a correr. Quando subitamente olhamos para o céu já é noite fria e a geada cai sobre os nossos sonhos. Os maus demoram a passar, a noite torna-se quente, queima-nos por dentro e não nos deixa respirar.
Teremos mais calor ou teremos mais frio na nossa vida? Não sei, mas tentemos que o dia de amanhã seja um dos bons, em que iremos sonhar com tudo aquilo que nos faz felizes.
Cada dia, bom ou mau, é mais um pequeno passo nos nossos caminhos, um passo para o futuro. O segredo está em aprender com os dias maus e aplicar essa aprendizagem nos bons num êxtase de emoções. É em pequenos passos que vamos traçando o nosso futuro que será enorme!

 

Tiago Mendes


sinto-me: em dias menos bons...


outroscaminhos @ 10:19

Qua, 06/02/08

Existem algumas coisas nas nossas vidas que, apesar de muito simples, nos fazem sentir muito bem.

Na maior parte dos casos são coisas muito pequenas e até banais mas que nos fazem sentir nas nuvens quando sentidas, quando vividas no momento certo.

Falo, por exemplo, daquelas músicas especiais que ouvimos no final de um dia cansativo e que são como um bálsamo que nos recompõe. E daqueles cheiros que nos trazem boas recordações e nos fazem respirar fundo, e aqueles abraços que nos fazem sentir pequenos e seguros. Há também aquelas conversas entre amigos, com muitas gargalhadas à mistura, que nos fazem esquecer qualquer problema.

Bem podia ficar aqui eternamente a enumerar estes simples prazeres que tornam as nossas vidas tão coloridas, mas vou terminar lembrando apenas que devemos sempre dar o devido valor a estes prazeres e que os devemos procurar, mesmo quando eles não parecem estar lá. Afinal de contas eles fazem-nos muita falta e valem mesmo a pena!

                                Ana Silva




outroscaminhos @ 14:38

Seg, 04/02/08

   Parámos com um solavanco que nem sequer nos afecta. Dou por mim encandeado pela aquela luz forte e vermelha que me envade o espírito. Sei que demorará a desaparecer. Sei que demorará a dar permissão. Afogo-me em tantos pensamentos. Lembrei-me daquela criança que vi quando fui pela primeira vez ao serviço de pediatria do IPO. Aqule olhar tão vazio de quem estava ali sem nada e com tanto. Dor? Talvez... O seu olhar não reflectia nada. Era vazio como se toda a actividade cerebral tivesse parado. Não esboçava um único sorriso, um único olhar que despertasse a atenção de alguém. Era opaco a qualquer emoção, a qualquer estímulo.

  A luz vermelha continua lá...

  A segunda vez que o vi continuava no mesmo estado. Nem um único sorriso. Os brinquedos, os balões, os papéis, nada parecia ter significado para aquela criança. Como é  possível? Como é possível uma criança estar alheia ao resto do mundo? Não sei... Apenas sei que aquela criança me fez pensar em tanta coisa...

  Mas há sempre a esperança. A última vez que fui ao IPO lá estava ela e não era a mesma. Estava a sorrir, a brincar... Era uma criança doente, mas era uma criança! Uma criança com tudo a que tem direito: com sorrisos e uma réstia de alegria, que por muito pouca que possa ser parece ser igual à alegria do Universo.

  Arrancámos de novo. A luz vermelha deu lugar a um buraco sem vida. Mas a luz verde acendeu iluminando-nos e deixando-nos passar. Engraçado! Tal como aquela criança onde uma luz verde se acendeu entre os lábios.

  Continuei viagem e não pensei mais...

 

 

Amadeu Martins




outroscaminhos @ 21:16

Dom, 03/02/08

Há dias assim. Em que o espírito é esvaziado, torturado e tudo o que sobra é música. A música. Uma que preencha o vazio que tende a entranhar-se nos ossos quando o coração arrefece - um congelamento interior absurdo.

Então, a mudança torna-se urgente. O quebrar das ondas contra as rochas, o uso da razão não passional. A revolução que se faz a dormir.

Verdade é que a revolução não é quente, daí que um coração frio torne os olhos baços e mortiços. A Primavera não faz sentido. O nascimento da cor é antagónico. Um esforço pateta. Patético. Inútil, porque o Inverno adequa-se a lareiras, ao aquecer das mãos, quando tudo o resto está em coma. E se ainda há calor, então é possível despertar a qualquer instante...

Mas para ela, é já tarde. O tempo de espera chegou ao fim, mas não terminou. Esperará sempre. Talvez entregue as cinzas da sua existência cremada a alguém, a algo. É tarde, mas todos nós continuamos (o quê?). A alma dissipa-se, é uma dor cujo único sintoma é a apatia existencial, a doença grave dos que não fingem viver. E por isso, não culpa, nem odeia, nem guarda rancor do passado ( ouvia-a a dizer num tom de voz calmo mas não tranquilo ou sereno).

Daria tudo( ela ou eu, é indiferente) para visitar o lugar sagrado onde o eclipse é permanente; onde não se distingue o dia da noite, a sombra da luz. (E então, o coração descongelar-se-ia, o dela ou o meu, é indiferente)
Ela repete que não há razão para guardar rancor do que já passou. Não é tarde de mais.
InEs



outroscaminhos @ 20:33

Sex, 01/02/08

 Foi há mais de 3 anos, não  foi? Lembras-te? Queríamos ficar juntas para sempre, mas o destino não o permitiu e, então, fomos separadas por este. Tu começaste uma nova vida e eu, por outro lado, continuei a minha normalmente, mas igualmente perdida em saudades  inacabáveis. Cheguei a odiar essas saudades, pois deixavam-me num estado de pura tristeza, faziam-me sentir vazia, incompleta sem ti a meu lado, não era a mesma pessoa.

 Mas todos crescemos, não só em tamanho, mas também de "cabeça", psicologicamente, não é? Não foste apenas tu que cresceste, mas também eu cresci, aprendi a viver com as saudades que senti de ti, aprendi a superá-las de modo a relembrar-te com alegria e não com tristeza. Hoje em dia ainda nos vemos, falamos, rimo-nos e cada momento é único e suficiente para matarmos todas as saudades, disso tenho certezas.

 És aquela pessoa especial para mim, mas isso já tu sabes

 Pode ser incrível como de um momento para o outro as pessoas que mais nos tocam têm de prosseguir o seu caminho, tal como nós o nosso, deixando-nos a relembrar os velhos tempos. Não percam um segundo para dizer a todas as pessoas que amam neste mund, o quanto gostam delas!

 

Fica aqui aquela música assim "pó gira" que nós costumamos ouvir e que nos toca não só na cabeça mas também no coração. "my sis" XD:

 

 

 

And when we get home, I know we won't be home at all

This place we live, it is not where we belong
And I miss who we were in the town that we could call our own
Going back to get away after everything has changed

Could you remind me of a time when we were so alive?
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?
(Everything has changed)
Could you help me push aside all that I have left behind?
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?

So we stand here now and no one knows us at all
I won't get used to this
I won't get used to being gone
And going back won't feel the same if we aren't staying
Going back to get away after everything has changed

Could you remind me of a time when we were so alive?
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?
(Everything has changed)
Could you help me push aside all that I have left behind?
(Everything has changed)
Do you remember that? Do you remember that?

Taking up our time (3x)
It's taking up our time again
Go back we can't go back at all
It's taking up our time again
Go back we can't go back at all
It's taking up our time again
Go back we can't go back at all
It's taking up our time, taking up our time

Could you remind me of a time when we were so alive?
Do you remember that? Do you remember that?

 

Para a minha sis

Daniela Araújo


música: Paramore - Franklin

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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