outroscaminhos @ 18:39

Sex, 11/01/08

   A vida existe e é complicada. Sim, é complicada! Há coisas que nos fazem pensar, há coisas que nos fazem mudar e ainda coisas que só nos fazem chorar. Lamentamos o que fazemos e o que não fazemos, questionamos o porquê de termos o nome que temos e recordamos experiências de que não gostámos ou que, por outro lado, nos causam saudade. Falamos e comentamos a nossa vida muitas vezes sem nos apercebermos que as estamos a criticar negativamente e a trairmos tudo o que fazemos, mas a vida é complicada e muitas vezes temos que reflectir e reflectir e o pior é que, quanto mais reflectimos, mais arranjamos motivos para reflectir e isso  pode-nos magoar!

   Bem, a vida é dificil, mas são as coisas boas que nos fazem renascer dos momentos maus da vida pelos quais passámos!

   Aproveita a vida, com problemas ou sem problemas, pois sem ela tu não podes viver!

 

 

 

Marta Gonçalves




outroscaminhos @ 22:56

Qui, 10/01/08

Sentada à beira das telhas,
Espero o pôr-do-sol iluminar,
Com magia e ternura,
O verde das folhas a voar.

Com tais brilhos e cores inexplicáveis,
As cores fora da aquarela tornam-se possíveis,
Enchem-me com vida e paz.

Mas quando estas cores se vão embora,
Tudo o que resta é a escuridão.
Alguns temem-na,
Outros apreciam a sua protecção. 

É nestas noites misteriosas,
que descobrimos o que somos.


Nádia Correia nº8




outroscaminhos @ 22:18

Qui, 10/01/08

 Bem, antes de mais, já reparei que venho um pouco tarde para aderir à "onda" de animais que passou no blog. Mas nunca é tarde para vos mostrar e falar de um animal meu conhecido muito interessante...(ou não).

 Há uns dois mesitos atrás, recebi uma chamada da minha irmã, a qual me deu a novidade de que tinha um cão novo. Fiquei surpreendida mas ao mesmo tempo curiosa em conhecer o tal "famoso" cão. Posso dizer que quando o vi pela primeira vez só me deu uma vontade enorme de rir, pois era tão pequenino, com apenas três meses, que mais parecia mais uma bola de pêlo do que outra coisa. Chama-se Kiku e é o meu sobrinho preferido e, como primeiro cumprimento, decidiu morder-me as mãos todas com aqueles dentes minúsculos que não magoam ninguém.

 Hoje em dia, quando estou com ele, não me larga um segundo que seja, para me fazer todas as suas brincadeiras maldosas de cachorro, desde morder-me até tirar-me os chinelos e fugir com eles pela casa inteira.

 Enfim, em vez de estar com esta conversa toda, podia ter-vos dito simplesmente uma coisa: é o terror lá da casa mas derrete o coração a qualquer um.

Aqui fica uma foto do Kiku:

 

                                             

 

(pelos vistos divertiu-se com a prenda de natal)

Como podem ver, palavras para quê?......Lindo, não é?

Daniela Araújo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


sinto-me: Babada por este cão XD*


outroscaminhos @ 16:52

Qua, 09/01/08

        Sempre que faço qualquer coisa de errado o meu pai entra em acção dando-me umas lições de vida e aproveita dizendo o mesmo, imensas vezes, para variadas ocasiões:

 

 

 Não digas tudo o que sabes,

 Não faças tudo o que podes.

 Não creias em tudo o que ouves,

 Não gastes tudo o que tens.

 Porque:

 O que diz tudo o que sabe...

 O que faz tudo o que pode...

 O que crê em tudo o que ouve...

 O que gasta tudo o que tem...

 Muitas vezes:

        

 ... Diz o que não convém!                                                      

 ... Faz o que não deve!

 ... Julga o que não vê!

 ... E gasta o que não pode!

         

 

       E, pensando no assunto, chego à conclusão que é mesmo verdade !

    Tenho o melhor pai e a melhor mãe do mundo 

   Beijinhos para todos os pais e mães do planeta e um muito especial para os meus

Joana Beites


sinto-me: amada pelos melhores pais!


outroscaminhos @ 15:27

Ter, 08/01/08

O último dia de aulas

Os últimos treinos

A mala feita

A viagem atribulada, a cantar músicas do Michael Jackson,

A chegada

O temperatura gelada de -3 ºC

O quentinho da lareira...hum!

As perguntas do costume: "Em que ano andas?"

As expressões rotineiras: "Estás tão grande!"... rrrr

O cheiro a terra molhada

Os matrecos do café

O reviver de um passado que, embora longe, ainda está muito presente...

A desilusão

Aquela estrada longa e fria

A minha casa com luzes de Natal

A missa do dia seguinte...

Mais um dia bem passado

Os jogos da PS3

O pontapé no aquecedor

O cheiro a peru...

A chuva torrencial...

O jantar em família...quase toda ela desconhecida!

Enfim! Preciso de repetir?...ok! As expressões e perguntas habituais!

Mais uma noite sem sentir os pés e com o nariz congelado!

O telefonema do André Afonso

E mais...e mais...e mais!

Podia estar aqui a enumerar tudo o que se passou nestas férias que, apesar de curtas, foram das mais longas da minha vida. Sim! Porque quando queremos muito uma coisa, ela acontece, pelo menos para nós. E eu queria muito que elas fossem longas: para pôr a cabeça no lugar, para recordar o meu passado afim de poder viver o presente, o meu presente.

Acho que este resumo me fez concluir que o que ficou destas férias foram os amigos, os cheiros, os sentimentos... Será que é preciso mais para sermos felizes?

 

 Telma #9

sinto-me: natalícia =)
música: Billy Jean


outroscaminhos @ 19:09

Seg, 07/01/08

 
 Num mundo cheio de aberrações, mística e magia, os fantasmas assombram as histórias mais arrepiantes, os locais mais inóspitos e tornam-se atractivo para os mais cépticos.
   As opiniões dividem-se: uns dizem que os mortos que não tinham as suas vidas bem resolvidas antes de morrerem assombram os sítios onde se sentem bem até resolverem todos os assuntos que deixaram pendentes. Outros afirmam que os fantasmas só existem para se vingarem de alguém que lhes fez mal em vida e que essa pessoa será assombrada para todo o sempre. Claro que também há aqueles cépticos que gozam com as situações fantasmagóricas, afirmando que os fantasmas não existem. Mas quem já não ouviu ruídos estranhos que não conseguiu identificar? E quem já não teve visões com coisas que realmente não estavam lá? Serão eles? Talvez...
   Vou agora referir um dos casos fantasmagóricos de que não se fala muito. O navio Queen Mary, paquete de luxo, hoje já inactivo mas visitável, é um dos lugares onde existem mais fantasmas. De resto conta a história que este barco transportou milhares de soldados durante a II Guerra Mundial e numa dessas viagens embateu contra um barco mais pequeno que se virou. Os náufragos do barco mais pequeno esperavam que o Queen Mary parasse para os salvar. Mas o Queen Mary não parou e todos os ocupantes da pequena embarcação morreram afogados nas águas geladas do Atlântico. A partir desse momento todas as pessoas que morreram a bordo do Queen Mary nunca mais se libertararm do navio. 
   São 55 os fantasmas registados e entre eles encontram-se uma noiva que assombra o navio infeliz à procura do seu marido, uma criança que vagueia pela piscina vazia onde outrora morreu afogada, um rapaz de 18 anos que continua o seu trabalho na casa das máquinas onde morreu esmagado, entre muitas outras pessoas que ficaram com as almas presas por entre escotilhas e mar. 
   Pensando bem, esta coisa de fantasmas até que tem algum sentido. Ao fim ao cabo por detrás de cada fantasma há um rosto, uma história e uma vida que, embora passada, se torna presente. Assim ser-se fantasma até que é positivo porque afinal a sua história, a sua vida, o seu passado prolonga-se por todo o tempo. Não há esquecimento porque no meio de assombrações e de sustos há a lembrança.
   Seja como for, existam ou não, independentemente daquilo em que acreditamos, eles estão presentes nas nossas vidas. Ao fim ao cabo todos nós temos os fantasmas do nosso passado e esses não atravessam paredes mas atravessam muitas vezes os nossos pensamentos. 
   Cuidado! Eles andam aí e lembrem-se: está tudo na nossa cabeça! 
 

 

     
Amadeu Martins



outroscaminhos @ 15:29

Dom, 06/01/08

Hoje pensemos em dar em vez de pedir!
 Pedimos muitas coisas todos os dias, aos pais, aos amigos e até a Deus. Queremos atingir a felicidade através da posse de bens materiais, sem que tenhamos noção de que a felicidade está em pequenas coisas, em pormenores que à primeira vista nos parecem insignificantes.
            Aproveitemos o Dia de Reis para dar nos dar pequenas coisas  e também a quem amamos. Em vez de ouro daremos um sorriso, em vez de incenso daremos compreensão e em vez de mirra daremos amor. Porque não actualizar os acontecimentos históricos que ainda hoje marcam dia no nosso calendário?
Agora para que se torne tudo perfeito basta que um pouco deste espírito se perpetue para todos os dias deste novo ano.

         Um bom 2008 cheio de pormenores que nos fazem felizes!

Tiago Mendes




outroscaminhos @ 16:40

Sab, 05/01/08

   Estava melancólico. O erro duramente cometido estimulou-lhe a maresia triste que carregava sempre no peito. E durante o pôr-do-sol, o que mais lhe rasgava a alma desenfreadamente eram os destroços trazidos pelo seu mar pessoal, já desbotados e gastos.
   Talvez por isso veja o erro em tudo o que o rodeia, porque o erro está nele. É parte dele. Relembrá-lo era uma tortura emocional desgastante.
   Desejava tanto, tão intensamente, viajar para fugir. Queria escapar, de modo fluido, à coragem gloriosa. Mas não lhe era possível fugir de si próprio. Encontrar-se-ia sempre, sempre, como uma história de contos de fada triste.
   Trazia consigo o espelho que fragmentou em nome de uma paixão menor. Tão menor e inútil, tão pouco que este pensamento deixa-lhe marcas profundas no rosto pelas lágrimas que não consegue chorar. Que secaram, porque a grande dor carrega nas suas asas negras a indiferença quente. Era tão efémero como as flores, não controlava os momentos de Sol.
   Errou. O mundo é uma sombra e ele é a sombra que reflecte uma parte mínima e insignificante da sombra. E é sombra de si próprio, daquilo que já não é.
   Olhou para si de fora, como se um estranho fosse. A alma reentrou no corpo, acordou do sonho agudo que teve enquanto os olhos abertos, escancarados, procuravam ajuda no mundo. E aquele momento projectou-se de tal forma na Natureza que passaram a existir duas dimensões distintas nele: a que erra e a que castiga a que erra. Ele era o seu deus. Porque errou mas soube remediar modestamente o destroço naufragado em que se tornou.
 
 
Maria Inês



outroscaminhos @ 16:05

Qua, 02/01/08

Acordamos na manhã de dia 1 de Janeiro esperando que todos os desejos que pedimos apressadamente e com grande convicção nas doze passas que devorámos se tenham realizado. Abrimos os olhos devagarinho e percebemos que nada mudou. Continuamos os mesmos, com as mesmas coisas, os mesmos desejos, as mesmas convicções.

Os nossos desejos não se realizaram por um passo de mágica na passagem de uma hora para a outra, na passagem de um dia para o outro. Os nossos desejos, pelo menos a maior parte deles, esperemos que se vão  realizando ao longo do ano, com o nosso esforço, a nossa determinação e, quem sabe, com um pouco de sorte.

Espera-nos um ano recheado com coisas boas e algumas más, com alguns sonhos realizados mas também algumas desilusões ou contrariedades. O importante é nunca desistirmos daquilo em que acreditamos, darmos sempre o nosso melhor e enfrentarmos os problemas com a cabeça bem levantada e um sorriso.

Um bom 2008 para todos!!

     

                              Ana Silva




outroscaminhos @ 13:07

Ter, 01/01/08

   No dia 28 de Dezembro de 2007 revisitámos Lisboa, a capital do nosso país. Da Lisboa bairrista à Lisboa dos Descobrimentos, passando pela Lisboa carregada de simbolismo religioso, descobrimos todos os pontos de interesse desta cidade. Mas acreditem que Lisboa tem surpresas a cada esquina, a cada canto. Não descobrimos Lisboa, porque Lisboa é impossível de ser descoberta: é uma cidade infinita.

                                                          

  Amadeu Martins, Ana Silva, Tiago Mendes e Sara Castro 

LISBOA

"Digo:
"Lisboa"
Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver"

 Sophia de Mello Breyner

As nossas fotos:

 



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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