outroscaminhos @ 20:08

Qua, 16/01/08

      Não tenhamos ilusões. Este mundo é mesmo a selva com as suas leis mais naturais e agrestes. Os humanos são autênticos predadores entre si. Sim. Todos! Porque todos queremos um lugar ao sol, todos queremos um emprego, todos queremos dinheiro, todos queremos ser felizes. Seja de que maneira for. 

     Ao fim ao cabo vencem sempre os mais fortes, os que têm mais cunhas, os que são mais espertos.... Na selva também é assim: apenas os mais rápidos, os mais perspicazes, os mais dissimulados, os mais fortes sobrevivem em climas de crise.

      São dúzias de telefonemas a dar prémios, são empregos cheios de condições fantásticas, são cursos que é só escolher no catálogo, são promoções, descontos, tudo. O problema é que estes são os animais dissimulados desta selva. Cuidado! Não os pisem porque têm dentes com mililitros de veneno paralisante que pode levar à falência ou a uma morte irreversível. 

       Enfim... Tudo nesta vida selvagem tem que ser obtido com luta. Lute-se contra as notas, contra os patrões, contra os governos, contra a sociedade. Tudo é luta. Agora seremos leões capazes de dominar a selva, crocodilos que não vêem carne há muito tempo, cobras que, dissimuladas, atingimos friamente os nossos alvos. Ou apenas Humanos?   

         Não sei...   

        Escolha você o que prefere ser e lembre-se que está numa selva que, embora selvagem. tem leis.

Ao fim ao cabo até os animais selvagens se envergonham...

Amadeu Martins

 


sinto-me: na selva...


outroscaminhos @ 18:36

Qua, 16/01/08

Às vezes deparava-se com o problema do existencialismo levado ao extremo do seu coração. Queria ser tudo. Melhor, queria ser algo, qualquer coisa. De útil, de preferência. Contar as cores do arco-íris e ver que são sete, o número mediático da perfeição. Ou então não contar e ficar só a ver a maravilha da física natural. O que a Natureza pode fazer. E o poder que ele possui para destruir ou para ser um espectador exemplar da beleza eterna e efémera do conceito de viver.
A mente ficou turva. Demasiados conceitos, demasiadas perspectivas de vida a ponderar. Se escolhesse ser um admirador de arco-íris, então seria um fotógrafo intrínseco para o resto da sua estranha existência. A escolha era não escolher. Se ele escolhia ser ele próprio, não poderia, pois, ser mais nenhum outro. Mudam-se hábitos mas consolida-se a ideia geral do mundo e do que é viver enquanto se é quem é.
A tontura trouxe-lhe enjoo. Demasiado esforço psico-sentimental. Saber quem era tornou-se ironicamente  impossível. Podia tentar definir-se, mas era a batalha ganha na guerra perdida. E ele era responsável por isso, até pelas escolhas que não fazia, pela tontura que sentia inocentemente.
Podia destruir ou amar a Natureza. Escolhia e não escolhia. Talvez tivesse escolhido uma única vez e essa opção projectou-se em toda a sua vida. Ou então estava sempre a escolher, e tudo o que encontrava eram as consequências da sua liberdade egoísta e sonhadora. Parecia-lhe um ciclo, um ciclo que por vezes, abria. Era imprevisível. Chegou-se para trás da cadeira para descansar a cabeça. A sensação de que ía cair apoderou-se dele. “Estava condenado a ser livre”.
 
Maria Inês


Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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