outroscaminhos @ 19:09

Seg, 07/01/08

 
 Num mundo cheio de aberrações, mística e magia, os fantasmas assombram as histórias mais arrepiantes, os locais mais inóspitos e tornam-se atractivo para os mais cépticos.
   As opiniões dividem-se: uns dizem que os mortos que não tinham as suas vidas bem resolvidas antes de morrerem assombram os sítios onde se sentem bem até resolverem todos os assuntos que deixaram pendentes. Outros afirmam que os fantasmas só existem para se vingarem de alguém que lhes fez mal em vida e que essa pessoa será assombrada para todo o sempre. Claro que também há aqueles cépticos que gozam com as situações fantasmagóricas, afirmando que os fantasmas não existem. Mas quem já não ouviu ruídos estranhos que não conseguiu identificar? E quem já não teve visões com coisas que realmente não estavam lá? Serão eles? Talvez...
   Vou agora referir um dos casos fantasmagóricos de que não se fala muito. O navio Queen Mary, paquete de luxo, hoje já inactivo mas visitável, é um dos lugares onde existem mais fantasmas. De resto conta a história que este barco transportou milhares de soldados durante a II Guerra Mundial e numa dessas viagens embateu contra um barco mais pequeno que se virou. Os náufragos do barco mais pequeno esperavam que o Queen Mary parasse para os salvar. Mas o Queen Mary não parou e todos os ocupantes da pequena embarcação morreram afogados nas águas geladas do Atlântico. A partir desse momento todas as pessoas que morreram a bordo do Queen Mary nunca mais se libertararm do navio. 
   São 55 os fantasmas registados e entre eles encontram-se uma noiva que assombra o navio infeliz à procura do seu marido, uma criança que vagueia pela piscina vazia onde outrora morreu afogada, um rapaz de 18 anos que continua o seu trabalho na casa das máquinas onde morreu esmagado, entre muitas outras pessoas que ficaram com as almas presas por entre escotilhas e mar. 
   Pensando bem, esta coisa de fantasmas até que tem algum sentido. Ao fim ao cabo por detrás de cada fantasma há um rosto, uma história e uma vida que, embora passada, se torna presente. Assim ser-se fantasma até que é positivo porque afinal a sua história, a sua vida, o seu passado prolonga-se por todo o tempo. Não há esquecimento porque no meio de assombrações e de sustos há a lembrança.
   Seja como for, existam ou não, independentemente daquilo em que acreditamos, eles estão presentes nas nossas vidas. Ao fim ao cabo todos nós temos os fantasmas do nosso passado e esses não atravessam paredes mas atravessam muitas vezes os nossos pensamentos. 
   Cuidado! Eles andam aí e lembrem-se: está tudo na nossa cabeça! 
 

 

     
Amadeu Martins


Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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