outroscaminhos @ 19:19

Qua, 26/12/07

 O trabalho de voluntariado pode ser muito variado e compreender como uma instituição funciona em termos organizacionais também pode trazer grandes contrapartidas. Assim, fizemos outras tarefas que nos deram imenso prazer e que para outros poderiam parecer um pouco mais aborrecidas.

   Organizámos as pastas de apresentação da associação aos pais e familiares das crianças com cancro e achámos que tudo era cuidado ao ínfimo pormenor, abordando o tema de uma forma ligeira e alegre, com livros cheios de ilustrações e cores que contam histórias relacionadas com os vários temas abordados (ao fim ao cabo, numa época em que a confusão e a tristeza invadem o espirito é preciso um "empurrãozinho").

   Também organizámos brinquedos, brincámos com as poucas crianças presentes na instituição e, acima de tudo, fomos muito polivalentes e ouvimos muitas histórias de voluntários, de coisas que já se passaram naquela instituição, histórias de pessoas que às vezes nos fazem pensar e aprender.  

    Para concluir, foi um dia em que nos sentimos livres. Fisicamente e espiritualmente uma vez que estávamos a fazer algo que queríamos mesmo fazer e sentíamo-nos úteis.

      

O Grupo

  Deixamo-vos aqui uma fotoreportagem sobre a ida do Presidente da República à casa da Acreditar.

http://www.presidencia.pt/index.php?idc=10&idi=12019




outroscaminhos @ 17:41

Qua, 26/12/07

   A noite é de festa, o dia de família, mas a tristeza invade-me o espirito.

   Deixei o quente da sala, os risos forçados, as alegrias ensaiadas e vim até cá fora. Sento-me nesta cadeira a ver a lua. O frio que me gela a ponta do nariz faz-me acordar. É o primeiro natal desde que partiste.

    A lua está cheia. Consigo rever-te na lua que me ilumina. Tudo mudou, embora pensasse que não. Do outro lado vejo as famílias todas reunidas, as salas cheias, as casas animadas com movimento. Sabes, às vezes fico a pensar que não me lembro do ultimo presente que me deste, ou da última conversa, ou até do ultimo passeio. Será que alguma vez houve algum? Procuro no vazio das memórias. Nada. Não tenho nada para contar. Mas não faz mal! Assim posso sonhar como seria... E sonhar é tão bom, atenua a realidade.

   Os natais daqui para a frente serão todos assim, melancólicos, tristes e cheios de saudades tuas. O meu pedido é só um: que todos os Natais eu possa ter uma lua cheia onde te reveja.

   Bem, vou voltar para dentro. Estejas onde estiveres, Feliz Natal.

 


Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

(...)

 


E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

                     Florbela Espanca

 

 

Amadeu Martins



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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