outroscaminhos @ 23:27

Qui, 06/12/07

Se o sol soltar sinais

ficaremos felizes finalmente,

porque nasceram ideais

que trouxeram alegria felizmente.

 

Sinto-me uma salvadora secreta,

feminina, fiel, fictícia e fugitiva

de um verdadeiro mundo poeta

que evita a tristeza cansativa.

 

Sorrio silenciosamente,

fantasiando falar forte

contigo e, intensamente,

desejando beijos de morte.

 

Amo-te como mel,

desejo-te como a noite deseja a lua.

A nossa vida é um carrossel

que suavemente flutua.

 

 

 

 

 

Joana Beites


sinto-me: é que nem comento !


outroscaminhos @ 21:47

Qui, 06/12/07

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo


Alberto Caeiro

Inês



outroscaminhos @ 17:45

Qui, 06/12/07

Ao longo das nossas vidas passamos por dezenas de pessoas. Pessoas com quem nos cruzamos na rua, pessoas que conhecemos de vista e que cumprimentamos ocasionalmente, pessoas com quem conversámos e pessoas com P grande.

As pessoas com P grande são aquelas que, de uma forma ou de outra, nos marcam. São aquelas pessoas que sabem sempre o que dizer quando nos sentimos tristes, são aquelas pessoas com quem partilhamos tudo, os nossos medos, as nossas angústias, as nossas alegrias e uma boa gargalhada.

Estas pessoas são pessoas muito especiais que nos querem muito bem e que estão sempre prontas para nos ajudar no que for preciso. São pessoas que raramente nos desiludem ou nos magoam.

As pessoas com P grande são, quase de certeza, as pessoas mais importantes das nossas vidas e é por isso que é nosso dever respeitá-las, mimá-las e fazer de tudo para que se sintam felizes.

É muito bom ter pessoas com P grande nas nossas vidas pois sem elas não seríamos como somos.

Ana Silva




outroscaminhos @ 17:41

Qui, 06/12/07

Uma aldeia, caminhos em terra batida e uma capela.
Perdido no meio do mundo, perdido no meio da serra, perdido no meio do nada. Corro, grito e brinco entre caminhos onde o alcatrão ainda não chegou e nunca chegará, caminhos perdidos entre as quintas onde a vinha se perde entre altos e baixos. O frio gela-me o corpo e eu ando de bicicleta entre os caminhos lamacentos, sujo-me mas sinto-me feliz.
Ao fundo destes caminhos uma capela perdida no meio das árvores. As pessoas fogem dela, mas continuam a professar-se devotas a Deus. Eu esperava que acontecesse algo de extraordinário, mas nada acontece, apenas se ouve alguns pássaros ao longe fugindo do frio que a noite irá trazer consigo. Volto para casa cansado, feliz e maravilhado com aquilo que vi. Sei que a capela se manterá ali sozinha sem pessoas, mas penso que será bom para ela uma vez que assim ao menos não ouve mentiras daquelas pessoas falsas.
Continuo a ir até lá todos os dias e sempre de bicicleta, até ao dia em que me vier embora daquela aldeia, daquela capela e daqueles caminhos.
 
Tiago Mendes



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
Dezembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9

16
17
18
19
20
21
22

24
25
27
28

30


Encontre o caminho
 
subscrever feeds
blogs SAPO