outroscaminhos @ 11:16

Sex, 09/11/07

No mundo de criaturas

Eu vi a coisa

E só não vi

Aquilo que não existia

 

Eu fui ao meu interior

Para ganhar coragem

(a coisa era mesmo feia)

Reparei melhor quando olhei de novo

Mas a alface não estava lá

Não existia

 

No mundo de criaturas

Eu vi a coisa

E só não vi

Aquilo que não existia

 

A coisa sorri falso

Que fazer? Apetece-me vomitar!

É que ainda por cima vi

O lugar vazio no meio da penugem

 

Ai, ai, ai! A coisa não vira.

Ou é inexperiente

Ou é impotente

Ai, ai, ai! A coisa não vira!

 

Hey ohh...a coisa é um híbrido!

Hey ohh...a coisa é um híbrido!

 

Nádia Correia nº 8 & Maria Inês nº 11




outroscaminhos @ 15:59

Ter, 06/11/07

Nasceu um novo Ícaro. Mais experiente, tentará vencer o sol. Tentará dar um fim diferente à história que alguém escreveu para ele.

É mais perspicaz que o outro porque tem outro tipo de sonho. Não é tão irreal, não é tão ingénuo. Tem a agilidade de um gato preto, as asas de uma  águia e a força de uma multidão. É duro e é estratego.

Mas, sobretudo, tem a vontade de voar intrínseca nele; tem as noites ocupadas com os sonhos frios que não são sonhos ; que ele sabe que serão o seu futuro. Que são o passado. Só não são o presente. O presente é o sonho quente que está a ter agora.

E tem memórias vazias da morte do outro, o Ícaro que caiu. E chora pelo outro, que já foi ele. E que já não é nada.

E é este Ícaro de pulso marcado pela força e pela inteligência,

Inês Barão, nº11




outroscaminhos @ 15:40

Ter, 06/11/07

   Nesta época de frio e de testes os pensamentos recaem sobre as férias de Natal, mais concretamente naqueles dias  que passamos com as pessoas de quem mais gostamos.

   Afinal parece que o frio sempre aproxima as pessoas.

  

   Nos dias de hoje o melhor presente que se pode receber e dar, no dia 25 de Dezembro, é a companhia de familiares e de amigos.

Infelizmente nem todos têm essa sorte e para esses deixo aqui os meus sinceros desejos de que isso mude.

  

   Espero que as férias cheguem rápido e que até la todos se esforçem o máximo para depois terem as tão merecidas férias 

Carlos Simão #5




outroscaminhos @ 18:44

Seg, 05/11/07

         Vivemos a vida tão a correr que deixamos passar pequenas coisas do nosso mundo que merecem uma admiração especial.

         Acordamos de manhã tão apressados que, em vez de olharmos para a janela e apreciarmos o nascer do sol, pensamos que estamos atrasados e que temos que nos despachar para mergulhar num mar de correrias e stress.

         Comemos qualquer coisa, sempre com pressa, não vá o dia que ainda agora começou terminar, e nem degustamos aquilo que comemos ignorando que essa refeição é uma bênção que não chega a todos.

         Percorremos o caminho que nos leva à escola ou ao emprego sem olhar para as pessoas, sem lhes dizermos bom dia. Dir-me-ão que não conhecemos todas as pessoas, responderei que um bom dia e um sorriso não se negam a ninguém.

Se não apreciamos as pessoas também não apreciamos o caminho, as árvores, os carros, os sons, tudo o que nos rodeia.

         Chegamos finalmente ao nosso destino, encontramos caras conhecidas a quem sorrimos, mas sorrimos tão depressa... Claro, não podemos parar porque temos muito que fazer que nem sabe a sorriso, nem sabe a carinho, a compreensão, a amizade ou afecto.

         O dia continua e nós continuamos a fazer tudo com a mesma pressa, com a mesma brevidade e ignorando aquilo que, de facto, vale a pena.

         E no fim de cada dia, quando nos deitamos, o que é que fica? Estamos cansados, mas não aproveitámos nada de bom, nada de mágico, temos apenas mais um dia do que ontem.

         Se calhar é melhor começarmos a dar mais atenção a pequenas coisas! É que é bom viver ocupado e activo, mas há tantas coisas que valem mesmo a pena apreciar e que não esperam por nós a vida toda...

        

         

Ana Silva




outroscaminhos @ 16:39

Dom, 04/11/07

         Todos os dias sinto a melancolia da ausência que não consigo matar. Aqueles olhos verdes que, vendo o mundo pela primeira vez, vêem em tudo novidade e aprendem, observando tudo aquilo que faço, como se um simples piscar de olhos ou uma palavra cheia de carinho que digo fossem o que mais importante se tem na curta vida. E eu, estupefacto e ao mesmo tempo vigiado por uma pequena flor acabada de abrir para a Primavera do mundo, primavera que a todo o instante se transforma em Outono, Verão e Inverno. Sinto-me responsável por cuidar desta flor para que brilhe para sempre ao Sol.
         A saudade que sinto não a quero matar, uma vez que se o fizesse perderia a magia da flor, na qual penso todos os dias mas que não posso tocar nem tratar. Por isso pergunto, alguém tem coragem de matar esta saudade?
 

 

Tiago Mendes




outroscaminhos @ 19:54

Sex, 02/11/07

 Finalmente temos um rumo "fixo" para o nosso trabalho.

 Já enviámos alguns e-mails a uma associação de apoio à mulher e  ao jornalista João Ferreira da SIC, cujo contacto nos foi fornecido pelo professor Geraldo Lages da nossa ESA e aguardamos resposta brevemente. Decidimos pesquisar um pouco acerca da emancipação da mulher em Portugal, visto que o nosso país será um dos que iremos abordar. Continuamos à procura de mais associações de apoio à mulher, pois achamos que estas nos poderão ajudar na realização do trabalho. Estamos igualmente a obter informações sobre o Afeganistão.

 Por fim, encontrámos algo interessante, no site da associação CITE, (com a qual também iremos tentar entrar em contacto) sobre a diferença entre os conceitos de discriminação directa e discriminação indirecta:

Discriminação directa
 Considera-se que existe discriminação directa sempre que uma pessoa seja sujeita a tratamento menos favorável do que aquele que é, tenha sido ou venha a ser dado a outra pessoa em situação comparável.

 

Discriminação indirecta
 Considera-se que existe discriminação indirecta sempre que uma disposição, critério ou prática aparentemente neutro seja susceptível de colocar pessoas numa posição de desvantagem comparativamente com outras, a não ser que essa disposição, critério ou prática seja objectivamente justificado por um fim legítimo e que os meios para o alcançar sejam adequados e necessários.

Daniela Araújo 

 

 




outroscaminhos @ 10:20

Sex, 02/11/07

    Vagueio pela aldeia, que coberta de neve, me lembra o frio que nos invadia o corpo naqueles dias de Páscoa, quando à chuva corríamos pela estrada à procura do primeiro abrigo que nos acolhesse, mas sempre a rir, a sentir o cheiro da terra molhada e a textura dos pingos de chuva que escorregavam nos lábios… Olho os lameiros, os vastos campos despovoados e cheios de vida, cheios de prazer, cheios de paz. Aquela paz que procurávamos ansiosos logo no primeiro dia em que chegávamos, mas que nunca conseguiríamos alcançar! Tínhamos nós a certeza disso…
    Sentada na pedra fria da igreja recordo-me das festas de verão, todos juntos, sempre aqui e ali, mas sempre todos unidos, pelo carinho e sobretudo pela amizade! Ao longe avisto a estação, que num piscar de olhos se tornou numa associação, o nosso cantinho, o nosso refúgio…será que finalmente conseguimos encontrar a paz pela qual tanto esperávamos?
    Parou de chover e as nuvens grandes e escuras dão lugar à luminosidade clara do arco-íris que se forma sobre a minha casa, lá bem ao fundo, não tanto como a alegria, os momentos, estes sim profundos, as discussões e as brincadeiras nos compensavam as noites perdidas… E que noites! Dizem que a noite simboliza a morte, o fim de tudo, o medo…Mas as nossas noites, os nossos dias, tudo! Tudo era tão belo, tão forte e intenso que nunca, nunca me farão esquecer que a paz pela qual tanto espero, pela qual tanto anseio já a tive!
    Junto a vocês, a minha paz era alegria, animação, segurança e amizade…junto a vocês, a minha paz não era calma, serena e sapiente, mas era uma paz que me preenchia, pela qual eu dou a vida e que um dia espero de novo alcançar…sempre unida a vocês!    

Telma#9   



outroscaminhos @ 22:54

Qui, 01/11/07

Abro a janela,

Sinto o cheiro da noite

Que se esconde lá fora.

Simples.

 

Não há luzes na rua,

O mundo adormeceu.

Um gato preto brinca no relvado.

Livre.

 

Vejo-a daqui, tão longe.

É o mundo sem pessoas,

O verdadeiro mundo.

É de noite.

 

A lua ilumina-me.

Ela entende-me,

Mas a noite é dela.

Invejo-a.

 

É de noite.

Amanhã é outro dia.

 

                  Nádia Abrantes



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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