outroscaminhos @ 21:33

Qui, 22/11/07

 

"São os tímidos, os tímidos convictos, que têm a minha admiração. Não se impõem aos outros à força; quando falam, geralmente é porque têm qualquer coisa de importante para dizer, ouvem as nossas histórias até ao limite da paciência e são o ombro em que mais apetece chorar. Normalmente, são muito mais sábios porque perderam mais tempo a observar o que se passa à volta - e conseguiram fazê-lo sem serem notados.

 Mas, acima de tudo, têm um sorriso que os extrovertidos geralmente não têm. Não é frequente, e por isso tem muito mais graça e depois começa num canto da boca e vai-se transformando num sorriso só aos poucos e poucos.

 Uma grande vitória é quando conseguirmos que deixem um bocadinho de ser tímidos, ou que deixem de ser tímidos connosco - não vale usar copos para os desinibir. Para ser especial, é preciso que o tímido se sinta tão seguro que seja mesmo ele próprio. Que fale dele e das coisas que o chateiam, faça aqueles comentários cínicos de quem afinou muito bem as palavras antes de as dizer. Os tímidos escusam de trazer flores ou presentes no dia de São Valentim. Basta aparecerem!"

 

Isabel Stilwell, Notícias Magazine

 

Achei este texto engraçado, algo real e revi-me em determinados aspectos também

 

Daniela Araújo




outroscaminhos @ 22:09

Ter, 20/11/07

   … Mas, assim que se iluminava e nascia o dia através dos raios solares, luminosos e cintilantes, que preenchiam uma visão aberta de inúmeras companhias que poderia obter, Conseguia observar os castelos de paz no fundo azul e,voar até lá, através dos sete caminhos coloridos que, juntos, formavam uma ponte e me desencadeavam outros rumos.

   Aparentemente uma ponte parecia manifestar a ligação e a resolução de um problema mas, INVERSAMENTE, tal como a sua forma curvilínea, pode desencadear angústias e tristezas, representando uma expressão facial negativa. Assim, posso concluir que, se essa mesma ponte se danificar, isto é, cair, representará um buraco que poderei associar a um sorriso. Quero eu dizer com isto que, por vezes, decidimos seguir outros caminhos mas, às vezes, arrependemo-nos do fazer, não porque não estejamos a gostar mas, porque sentimos saudade e nostalgia do passado. Logo, se a ponte continuasse firme, teríamos a oportunidade de desistir dum sonho porque nos deixávamos vencer pela saudade mas, se a ponte se danificar, é-nos impossível voltar atrás e conseguirmos ser feliz como ambicionávamos inicialmente.

     (...)

Joana Beites

 




outroscaminhos @ 19:48

Ter, 20/11/07

Lembro-me de ti, pequena, na rua da minha avó a transportar paralelos de um lado para um outro. Foi assim que te conheci. Ingénuas e inocentes, com muitas brincadeiras criámos um laço de amizade único. Passámos tardes a fazer mistelas com ovos podres, terra, e plantas..fizémos muito chá para as nossas bonecas, fomos muitas vezes até á piscina de plástico! Os anos foram avançando, começámos a trocar as bonecas pela rua, pelo café, pelos passeios, etc..

Mas houve um ano em que tudo mudou. Nós realmente crescemos, estavamos diferentes, e a nossa amizade transformou-se em companherismo, partilha, amor e, acima de tudo, em magia! E a partir desse momento passaste de amiga a amiga e "mana". Passaste a ser a minha ponte, passaste a ser a menina dos meus olhos! Partilhámos momentos muito fortes, muito tristes, muito felizes e muito assustadores. Ultrapassámos tudo juntas e vamos continuar a ultrapassar e isso é a prova de que a distância nunca foi obstáculo para nós! Hoje, como nos outros dias, tive a necessidade de te poder dizer isto mais uma vez. E o único motivo que te posso dar é que...eu ADORO-TE e que tenho por ti aquele AMOR incondicional! E, para terminar...dedico-te esta letra:

 

Tribalistas - "Velha Infância"

Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Você é assim...(3x)

-"Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o teu amor"

 

Eu vou estar sempre contigo Mana ='D

 

Nádia Correia




outroscaminhos @ 18:46

Ter, 20/11/07

Um olhar que me cegou

Uma voz que me tentou

Uma boca que me beijou

Uma mão que se estendeu

Um coração que me apaixonou

Um sonho que se atravessou

Uma aventura que nos acompanhou

E um amor que me conquistou...

Uma vida que não é vida

Se não for vivida contigo

Essa mesma vida

Que sem ti não faria sentido

Um equilíbrio

Desiquilibrado de emoções

Uma briga qualquer

Por muitas razões

Laços de amizade que também se criam

Uma constante alegria.

Assim é

Uma paixão que nasceu

Um jardim que floresceu

Uma vida que se viveu

...e que ainda se vive.

Dedico este poema a uma pessoa  que nunca me irei esquecer e que me ajudou a crescer e a descobrir que o amor não acontece num instante, mas para o resto da vida, se for sentido e desejado.

Amo-te Pedro.

Marta Catarina - nº29




outroscaminhos @ 18:30

Ter, 20/11/07

A alma escorregava-lhe pelos dedos, pelas mãos. Como se fosse água. Uma água meio limpa, meio suja. Dependia do angulo da sombra que o sol fazia.
E era essa sombra a vida dele. Vivia dela, nela e para ela. Ele era a Sombra, a ausência de luz, era tudo ele próprio...
E sentia-se , com uma indiferença perturbante, a desaparecer suavemente pelos dedos. Custava-lhe tanto... e não lhe custava nada. O que lhe doía era a dor que não sentia mas que sabia que tinha. E era esse sentimento de consciência daquilo que não existe, mas que está a acontecer, que tanto o massacrava. Porque ele sabia...
O quê, exactamente, eram ideias quebradas, ténues que era incapaz de definir, de limitar. Não conseguia sequer partilhar isso consigo próprio porque o outro ele estava a findar devagarinho. Se ao menos acabasse depressa, amanhã seria outro , outro com uma memória física inútil.
Talvez por isso as lágrimas se tenham tornado ilegítimas e a vida tão valiosa. É tudo o que tem. Sim, este labirinto sem saída alguma onde brincam com ele como se fosse um fantoche , é tudo o que lhe resta. Mas ele garante que isso lhe basta para sobreviver, porque ninguém lhe arranca o coração. Ninguém, nem ele – que secretamente, às escuras de si próprio, experimentou várias vezes em momentos de lucidez ou de dor imensa. Ele reconhece que é já tarde para sair do labirinto, para recuperar a alma que continua, a um ritmo geológico, a escorregar-lhe....
Por isso, com toda a paciência universal que aprendeu a ter, ele espera que aquelas paredes se auto-quebrem com uma ajuda inconsciente dele – a consciente prende-o ali mais ainda.

Enquanto está fechado, a alma escorre-lhe... E isso dói-lhe desumanamente. Exprime-se através de gritos mudos. Gastou-se a si próprio a gritar. Mas não caiu no desespero, não ainda. O relógio psicológico ainda não parou e, por isso, há uma oportunidade que ainda não morreu para ele. Pergunta-se, porém, até quando aguenta as revoluções roucas que faz para se libertar do calor que lhe derrete a alma.

Inês




outroscaminhos @ 19:26

Seg, 19/11/07

         Ocupamos muito do nosso tempo a criticar os outros, a dizer mal. Dizemos mal da forma como os outros se vestem, como os outros falam, como agem, entre outras coisas que nos ocorrem. Mas não dizemos mal apenas daqueles que não conhecemos bem, criticamos mesmo aqueles que nos são próximos.

         Criticamos quem nos está próximo sem a intenção de ferir ou magoar, apenas achamos que estamos no direito de dizer ao outro aquilo de que não gostamos nele, ou aquilo que não nos parece correcto.

Bem, não há nada de mal em dizer aos outros do que não gostámos, em certa situação, da forma como agiu, ou chamar-lhe a atenção para a forma como nos tratou num dado momento. O problema é que nos habituamos a dizer mal e a criticar e nos esquecemos de dizer ao outro aquilo de que gostamos nele. Esquecemo-nos de dar elogios, de dizer – gostei do modo como agiste, gostei do que me disseste, gosto do teu modo de ser, gosto de ti.

É que é tão simples fazer o outro um bocadinho mais feliz, porque ninguém gosta de ser criticado, mas todos gostamos de ouvir – Gosto de ti!

Ana Silva




outroscaminhos @ 18:31

Dom, 18/11/07

        Nascemos sem saber dizer uma única palavra. Aprendemos e esquecemos de muitas ao longo da vida. O problema é que nos esquecemos de palavras verdadeiramente importantes para a nossa felicidade e para a felicidade dos que nos rodeiam.
         Desculpa e Obrigado. Será que são tão difíceis de dizer e por isso não saem da nossa boca ou será que temos vergonha de as dizer nos momentos em que são precisas? A vergonha e o medo são os sentimentos dos fracos e "desculpa" e "obrigado" são os dos fortes.
         Pedir desculpa não se trata só de admitir o nosso erro mas também de dizer a outra pessoa que não o voltaremos a cometer. Assim, desculpamo-nos a nós próprios e desculpam-nos aqueles a quem o nosso erro fez sofrer.
         Agradecer é a arte de ser educado a quem nos quer e faz bem. Somos sempre dependentes dos outros mas nunca nos lembramos de dizer obrigado por aquilo que temos e que alguém fez, com o seu esforço e dedicação. O dinheiro não paga tudo, muito menos o amor e empenho.
         Desculpa e Obrigado. Duas palavras como tantas outras mas com tanto significado.
 
         Desculpem se vos fiz perder o vosso tempo e obrigado por lerem o que escrevi.
Tiago Mendes

 



outroscaminhos @ 20:13

Sex, 16/11/07

  Este livro conta a história de Sheila, uma rapariga de 6 anos, e de Torey uma professora do ensino especial.  Torey lê uma notícia sobre uma rapariga de seis anos que incendiou um rapaz de quatro. Torey sabe que Sheila irá entrar na sua aula.
  Passados alguns meses, isso acontece. Sheila, aquela rapariga "insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento" mostra-se inacessível. Não permite que lhe toquem, não permite que se aproximem, faz estragos incalculáveis. Espalha o terror. Todos os outros alunos têm medo dela, acham-na uma aberração.
 Torey encara Sheila como um desafio de que nunca desistirá. Lê o seu processo e fica chocada: “Uma criança de seis anos não podia ter passado por tanto”.
   Sheila recusa-se a fazer qualquer tipo de trabalho, rasga folhas, parte lápis, destrói tudo. Torey nunca desiste.
   Depois de muita persistência, Sheila começa a mudar o seu comportamento. Torey conhece a verdadeira Sheila: uma criança que tem um nível de inteligência de 182, uma rapariga com bom coração, mas presa a um passado cheio de violência, abusos e abandono. Aprendeu a ser fria, a não ter sentimentos. Não tinha educação nenhuma. Nem sequer sabia dizer “por favor” ou “obrigado” porque nem sequer sabia qual o significado dessas palavras.
   Torey apaixona-se irremediavelmente por esta rapariga de olhos sinceros e sofridos. Será que a sua missão terminou como professora? Será que Sheila conseguiu seguir em frente? Será que as promessas de Torey foram cumpridas?
   Descubram como eu descobri e surpreendam-se, emocionem-se e acima de tudo pensem: Quantas Sheilas haverá por aí?  E será que há sempre alguém como Torey?
Nota: Devido à curiosidade dos leitores sobre o futuro de Sheila, a autora lançou recentemente A Menina que Nunca Chorava, que conta a adolescência de Sheila. É um livro que eu também recomendo, uma vez que quem lê o primeiro vai sentir necessidade de ler o segundo.
 

HAYDEN, Torey, A Criança que Não Queria Falar, Editorial Presença, Lisboa, 2007
HAYDEN, Torey, A Menina que Nunca Chorava, Editorial Presença, Lisboa, 2007
Amadeu Martins



outroscaminhos @ 19:11

Sex, 16/11/07

 A moeda foi atirada ao ar. Desta vez, a face que ficou voltada para cima foi a mais sombria, a mais temida. A que caminha sempre a nosso lado, erguendo, por vezes, os braços no gesto de nos amparar quando escorregamos

Um grande erro é acreditar-se que a moeda está estavelmente voltada para cima e que, no instante último e biológico, ela roda trezentos e sessenta graus. A qualquer altura pode mexer-se, é semi-autónoma.

E, desta vez, foi o que aconteceu: na moeda apareceu Hades, ou então, o mais temível, não apareceu nada. O lugar vazio para onde nem o nada se dirige. O desconhecido mais radical, mais solitário. Confuso. O golpe mais duro na existência humana, na conquista humana. Nunca se é nada durante a vida e nunca se é alguma coisa de concreto quando a Natureza termina o nosso trabalho no mundo.

Sim, desta vez a face era assustadora. Tão terrível na sua grandeza, no seu poder, tão redutora do Homem emocional que é através dela que surgem todos os nossos maiores medos. E é, no entanto, a única certeza absoluta neste Universo Colectivo que se divide em vários eus; das únicas verdades Universais comuns à vida, seja ela qual for.

O Homem, verdadeiramente, não gosta de verdades irrefutáveis. E moedas são sempre, só, moedas. Fora isso, o Grande Juiz  - imaginário ou não- já foi enfrentado...

Inês




outroscaminhos @ 10:54

Sex, 16/11/07

  Para estarmos preparados para fazer a reportagem, foi-nos sugerido começarmos por fazer um pequeno vídeo com um tema relacionado com o Natal. Nós, no entanto, optámos por falar daquele tema que está presente em toda a parte e que é tão importante para todos nós: A AMIZADE.

Para além de colegas, somos grandes amigos que partilhamos inúmeras experiências que a vida nos proporciona, e saborear essas aventuras todos juntos dá-nos um novo folgo para encarar a vida que nem sempre é fácil.

Assim, temos um desejo imenso que esta amizade seja imortal, que seja perene e que nos acompanhe ao longo da vida. Sim, porque queremos viver tudo o que a vida tem para nos oferecer e ser muito velhinhos, mas mesmo muito velhinhos, e ainda estarmos juntos nem que seja para nos rirmos daquelas patetices de outros tempos.

Por isso é que fizemos este filme, talvez um pouco exagerado, mas definitivamente um espelho que reflecte o futuro que queremos.

Divirtam-se.

Amadeu Martins

P.S.:Não nos responsabilizamos por qualquer distúrbio psíquico, emocional ou outro que este vídeo possa causar.

 

Os pseudo-actores, realizadores, guionistas, "camera-mans" e "camera-womans", mas principalmente AMIGOS:

Amadeu Martins

Ana Silva

Joana Beites

Tiago Mendes


sinto-me:

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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