outroscaminhos @ 21:15

Ter, 27/11/07

Dizia que ainda não se tinha esquecido dela porque o amor também era o tempo que passava entre o agora e o esquecimento total.
Dizia isto indiferentemente, como se não fosse ele, ou como se fosse um eu dele já muito antigo e distante. Um eu, abandonado numa gruta perdida e esquecida intencionalmente.
Era de noite e as estrelas desenhavam no céu, com um lápis triste de tão imaginado, aquilo que ela tinha sido. Para ele. Ou, talvez, aquilo que nunca chegou a ser. Não, ainda a amava. Mas as estrelas estavam tão tristes que lhe secavam o coração .O céu era maior que ele, e que ela. Era do tamanho do esquecimento. Menor que o amor. Um prevalece, inequivocamente, mais tempo do que o outro. Se ao menos a noite não fosse tão triste...
Não. A noite é só a noite, nada mais do que isso. Estrelas são só estrelas. Não estão tristes, não lembram nada. Não são feitas de um outro material senão o concreto. Mas reflectem o seu próprio passado ao serem vistas; transmitem melancolia...
A noite estrelada era, estranhamente, triste. Ele desconhecia a razão física do porquê. Apenas reconhecia que em algum momento a Natureza tinha-se tornado no seu coração e que a tristeza projectava-se no mundo sensível. De qualquer forma, não teria mais importância. Era a última vez que o céu lhe lembrava o rosto dela.
 
 
Texto inspirado no Poema de Pablo Neruda “Posso escrever os versos mais tristes esta noite.”

            Maria Inês




outroscaminhos @ 19:05

Ter, 27/11/07

Construímos uma tela com cooperação e é com essa mesma cooperação que, todos os dias, voluntários do nosso país dão um pouco de si a quem precisa. Dão as suas mãos e quase sempre o seu coração a uma causa, com o objectivo de tornar o mundo um lugar onde todos podemos ser felizes e realizados. Todos nós temos que encontrar um ninho para pôr o amor que temos para dar e que nos sobra. E que maneira melhor do que ajudar os outros? Dar um pouco de nós a quem pouco tem de seu.
            Com um pouco de cada um, desde alunos a professores, construímos a nossa tela, com empenho, trabalho, dedicação e emoção. E é isto que fazem os voluntários com o objectivo de fazer alguém feliz^.
 
    DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIADO
5 DE DEZEMBRO
Amadeu Martins
Ana Silva
Joana Beites
Tiago Mendes

 

 

 

 

Obrigado a todos os que participaram!!!

A tela vai estar exposta de dia 5 de Dezembro até dia 14 de Dezembro, no Polivalente da ESA.

 


sinto-me: humm... talvez cheios de tinta

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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