outroscaminhos @ 22:09

Ter, 20/11/07

   … Mas, assim que se iluminava e nascia o dia através dos raios solares, luminosos e cintilantes, que preenchiam uma visão aberta de inúmeras companhias que poderia obter, Conseguia observar os castelos de paz no fundo azul e,voar até lá, através dos sete caminhos coloridos que, juntos, formavam uma ponte e me desencadeavam outros rumos.

   Aparentemente uma ponte parecia manifestar a ligação e a resolução de um problema mas, INVERSAMENTE, tal como a sua forma curvilínea, pode desencadear angústias e tristezas, representando uma expressão facial negativa. Assim, posso concluir que, se essa mesma ponte se danificar, isto é, cair, representará um buraco que poderei associar a um sorriso. Quero eu dizer com isto que, por vezes, decidimos seguir outros caminhos mas, às vezes, arrependemo-nos do fazer, não porque não estejamos a gostar mas, porque sentimos saudade e nostalgia do passado. Logo, se a ponte continuasse firme, teríamos a oportunidade de desistir dum sonho porque nos deixávamos vencer pela saudade mas, se a ponte se danificar, é-nos impossível voltar atrás e conseguirmos ser feliz como ambicionávamos inicialmente.

     (...)

Joana Beites

 




outroscaminhos @ 19:48

Ter, 20/11/07

Lembro-me de ti, pequena, na rua da minha avó a transportar paralelos de um lado para um outro. Foi assim que te conheci. Ingénuas e inocentes, com muitas brincadeiras criámos um laço de amizade único. Passámos tardes a fazer mistelas com ovos podres, terra, e plantas..fizémos muito chá para as nossas bonecas, fomos muitas vezes até á piscina de plástico! Os anos foram avançando, começámos a trocar as bonecas pela rua, pelo café, pelos passeios, etc..

Mas houve um ano em que tudo mudou. Nós realmente crescemos, estavamos diferentes, e a nossa amizade transformou-se em companherismo, partilha, amor e, acima de tudo, em magia! E a partir desse momento passaste de amiga a amiga e "mana". Passaste a ser a minha ponte, passaste a ser a menina dos meus olhos! Partilhámos momentos muito fortes, muito tristes, muito felizes e muito assustadores. Ultrapassámos tudo juntas e vamos continuar a ultrapassar e isso é a prova de que a distância nunca foi obstáculo para nós! Hoje, como nos outros dias, tive a necessidade de te poder dizer isto mais uma vez. E o único motivo que te posso dar é que...eu ADORO-TE e que tenho por ti aquele AMOR incondicional! E, para terminar...dedico-te esta letra:

 

Tribalistas - "Velha Infância"

Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Você é assim...(3x)

-"Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o teu amor"

 

Eu vou estar sempre contigo Mana ='D

 

Nádia Correia




outroscaminhos @ 18:46

Ter, 20/11/07

Um olhar que me cegou

Uma voz que me tentou

Uma boca que me beijou

Uma mão que se estendeu

Um coração que me apaixonou

Um sonho que se atravessou

Uma aventura que nos acompanhou

E um amor que me conquistou...

Uma vida que não é vida

Se não for vivida contigo

Essa mesma vida

Que sem ti não faria sentido

Um equilíbrio

Desiquilibrado de emoções

Uma briga qualquer

Por muitas razões

Laços de amizade que também se criam

Uma constante alegria.

Assim é

Uma paixão que nasceu

Um jardim que floresceu

Uma vida que se viveu

...e que ainda se vive.

Dedico este poema a uma pessoa  que nunca me irei esquecer e que me ajudou a crescer e a descobrir que o amor não acontece num instante, mas para o resto da vida, se for sentido e desejado.

Amo-te Pedro.

Marta Catarina - nº29




outroscaminhos @ 18:30

Ter, 20/11/07

A alma escorregava-lhe pelos dedos, pelas mãos. Como se fosse água. Uma água meio limpa, meio suja. Dependia do angulo da sombra que o sol fazia.
E era essa sombra a vida dele. Vivia dela, nela e para ela. Ele era a Sombra, a ausência de luz, era tudo ele próprio...
E sentia-se , com uma indiferença perturbante, a desaparecer suavemente pelos dedos. Custava-lhe tanto... e não lhe custava nada. O que lhe doía era a dor que não sentia mas que sabia que tinha. E era esse sentimento de consciência daquilo que não existe, mas que está a acontecer, que tanto o massacrava. Porque ele sabia...
O quê, exactamente, eram ideias quebradas, ténues que era incapaz de definir, de limitar. Não conseguia sequer partilhar isso consigo próprio porque o outro ele estava a findar devagarinho. Se ao menos acabasse depressa, amanhã seria outro , outro com uma memória física inútil.
Talvez por isso as lágrimas se tenham tornado ilegítimas e a vida tão valiosa. É tudo o que tem. Sim, este labirinto sem saída alguma onde brincam com ele como se fosse um fantoche , é tudo o que lhe resta. Mas ele garante que isso lhe basta para sobreviver, porque ninguém lhe arranca o coração. Ninguém, nem ele – que secretamente, às escuras de si próprio, experimentou várias vezes em momentos de lucidez ou de dor imensa. Ele reconhece que é já tarde para sair do labirinto, para recuperar a alma que continua, a um ritmo geológico, a escorregar-lhe....
Por isso, com toda a paciência universal que aprendeu a ter, ele espera que aquelas paredes se auto-quebrem com uma ajuda inconsciente dele – a consciente prende-o ali mais ainda.

Enquanto está fechado, a alma escorre-lhe... E isso dói-lhe desumanamente. Exprime-se através de gritos mudos. Gastou-se a si próprio a gritar. Mas não caiu no desespero, não ainda. O relógio psicológico ainda não parou e, por isso, há uma oportunidade que ainda não morreu para ele. Pergunta-se, porém, até quando aguenta as revoluções roucas que faz para se libertar do calor que lhe derrete a alma.

Inês



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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