outroscaminhos @ 20:13

Sex, 16/11/07

  Este livro conta a história de Sheila, uma rapariga de 6 anos, e de Torey uma professora do ensino especial.  Torey lê uma notícia sobre uma rapariga de seis anos que incendiou um rapaz de quatro. Torey sabe que Sheila irá entrar na sua aula.
  Passados alguns meses, isso acontece. Sheila, aquela rapariga "insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento" mostra-se inacessível. Não permite que lhe toquem, não permite que se aproximem, faz estragos incalculáveis. Espalha o terror. Todos os outros alunos têm medo dela, acham-na uma aberração.
 Torey encara Sheila como um desafio de que nunca desistirá. Lê o seu processo e fica chocada: “Uma criança de seis anos não podia ter passado por tanto”.
   Sheila recusa-se a fazer qualquer tipo de trabalho, rasga folhas, parte lápis, destrói tudo. Torey nunca desiste.
   Depois de muita persistência, Sheila começa a mudar o seu comportamento. Torey conhece a verdadeira Sheila: uma criança que tem um nível de inteligência de 182, uma rapariga com bom coração, mas presa a um passado cheio de violência, abusos e abandono. Aprendeu a ser fria, a não ter sentimentos. Não tinha educação nenhuma. Nem sequer sabia dizer “por favor” ou “obrigado” porque nem sequer sabia qual o significado dessas palavras.
   Torey apaixona-se irremediavelmente por esta rapariga de olhos sinceros e sofridos. Será que a sua missão terminou como professora? Será que Sheila conseguiu seguir em frente? Será que as promessas de Torey foram cumpridas?
   Descubram como eu descobri e surpreendam-se, emocionem-se e acima de tudo pensem: Quantas Sheilas haverá por aí?  E será que há sempre alguém como Torey?
Nota: Devido à curiosidade dos leitores sobre o futuro de Sheila, a autora lançou recentemente A Menina que Nunca Chorava, que conta a adolescência de Sheila. É um livro que eu também recomendo, uma vez que quem lê o primeiro vai sentir necessidade de ler o segundo.
 

HAYDEN, Torey, A Criança que Não Queria Falar, Editorial Presença, Lisboa, 2007
HAYDEN, Torey, A Menina que Nunca Chorava, Editorial Presença, Lisboa, 2007
Amadeu Martins



outroscaminhos @ 19:11

Sex, 16/11/07

 A moeda foi atirada ao ar. Desta vez, a face que ficou voltada para cima foi a mais sombria, a mais temida. A que caminha sempre a nosso lado, erguendo, por vezes, os braços no gesto de nos amparar quando escorregamos

Um grande erro é acreditar-se que a moeda está estavelmente voltada para cima e que, no instante último e biológico, ela roda trezentos e sessenta graus. A qualquer altura pode mexer-se, é semi-autónoma.

E, desta vez, foi o que aconteceu: na moeda apareceu Hades, ou então, o mais temível, não apareceu nada. O lugar vazio para onde nem o nada se dirige. O desconhecido mais radical, mais solitário. Confuso. O golpe mais duro na existência humana, na conquista humana. Nunca se é nada durante a vida e nunca se é alguma coisa de concreto quando a Natureza termina o nosso trabalho no mundo.

Sim, desta vez a face era assustadora. Tão terrível na sua grandeza, no seu poder, tão redutora do Homem emocional que é através dela que surgem todos os nossos maiores medos. E é, no entanto, a única certeza absoluta neste Universo Colectivo que se divide em vários eus; das únicas verdades Universais comuns à vida, seja ela qual for.

O Homem, verdadeiramente, não gosta de verdades irrefutáveis. E moedas são sempre, só, moedas. Fora isso, o Grande Juiz  - imaginário ou não- já foi enfrentado...

Inês




outroscaminhos @ 10:54

Sex, 16/11/07

  Para estarmos preparados para fazer a reportagem, foi-nos sugerido começarmos por fazer um pequeno vídeo com um tema relacionado com o Natal. Nós, no entanto, optámos por falar daquele tema que está presente em toda a parte e que é tão importante para todos nós: A AMIZADE.

Para além de colegas, somos grandes amigos que partilhamos inúmeras experiências que a vida nos proporciona, e saborear essas aventuras todos juntos dá-nos um novo folgo para encarar a vida que nem sempre é fácil.

Assim, temos um desejo imenso que esta amizade seja imortal, que seja perene e que nos acompanhe ao longo da vida. Sim, porque queremos viver tudo o que a vida tem para nos oferecer e ser muito velhinhos, mas mesmo muito velhinhos, e ainda estarmos juntos nem que seja para nos rirmos daquelas patetices de outros tempos.

Por isso é que fizemos este filme, talvez um pouco exagerado, mas definitivamente um espelho que reflecte o futuro que queremos.

Divirtam-se.

Amadeu Martins

P.S.:Não nos responsabilizamos por qualquer distúrbio psíquico, emocional ou outro que este vídeo possa causar.

 

Os pseudo-actores, realizadores, guionistas, "camera-mans" e "camera-womans", mas principalmente AMIGOS:

Amadeu Martins

Ana Silva

Joana Beites

Tiago Mendes


sinto-me:

Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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