outroscaminhos @ 17:27

Ter, 09/10/07

"Aos 14 anos vim para a Europa. Vivia na terra e da terra, numa aldeia africana. Vivia em pobreza extrema. Vim para trabalhar e mandar dinheiro para matar a fome à minha família.

Foi um homem que disse que me trazia para um país rico da Europa, onde se ganhava

muito dinheiro.

A minha família disse que sim – “Se é bom para ela, é bom para a família”. Era uma

forma de o meu filho homem poder estudar. (...) Era uma forma de não passar tanta fome.

 

(...)Obrigou-me a despir. E fez tudo, mas tudo o que quis de mim. Chorei, gritei, implorei.

Nada. Ele foi indiferente. Indiferente não. Sorria e os olhos brilhavam. Eram de vidro

pensei.

Estive lá um ano."

 

São pessoas normais que após passarem dificuldades na sua vida tiveram de fazer uma escolha. Desesperadas optam pela via mais fácil levando uma vida que não querem mas a que são obrigadas. Muitas tentam sair...poucas são as que conseguem.

A marginalidade aumenta e cabe a nós tentar inverter esse rumo....

 

António Ferreira




outroscaminhos @ 15:49

Ter, 09/10/07

 O sexo feminino enfrenta  discriminação desde as primeiras fases da vida, ao longo da infância até à idade adulta.

 A sua situação de inferioridade reflecte-se na negação de provimento das suas necessidades e direitos fundamentais e em práticas tão prejudiciais como a preferência pelos filhos do sexo masculino, obrigação de casarem precocemente, a mutilação genital, a violência doméstica, o incesto, a exploração sexual e um menor acesso à educação. Embora também na Europa se sinta esta discriminação é na Índia e na China, sociedades "espiritualmente superiores", que esta se faz sentir em maior grau e em maior número. Assim, achamos um tema pertinente e pensamos ser, de certa forma, também nossa responsabilidade alertar consciências para este problema mundial.

Ana Margarida Pedro e Daniela Araújo




outroscaminhos @ 20:23

Seg, 08/10/07

"Dou por mim no café, aquele café onde quando entro sinto o cheiro intenso do tabaco, e do qual, por incrivel que pareça, sinto saudades. E consigo lembrar quantos sofás, quantas mesas e até quantos telemóveis estão na janela para apanhar rede. Consigo dizer quantas pessoas estão a ver televisão, quantas pessoas estão a olhar para o ar e quantas pessoas estão a conversar. Eu sei a que horas as pessoas saem e entram no café. Eu sei apenas porque ali não se faz muito mais, mas eu gosto. Eu gosto de acordar às 9h da manhã e sentir o cheiro do café que os meus tios trazem de França e que a minha avó faz questão de me preparar todos os dias. Eu gosto de andar descalça na rua da minha avó e sentir os pés gelados da estrada de paralelos que só aquece à tarde. Eu gosto de, a seguir ao almoço, ir ter com as minhas amigas ao café, gosto quando vou com elas passar a tarde no rio. ADORO os passeios de moto4 até ao rio de Valhelhas. Lembro todas as noites em fomos à festa dos Trinta, lembro de irmos para a casa do povo preparar a peça de teatro, lembro cada dia como se fosse ontem..! Nunca pensei que aquele lugar  me fizesse tanta falta... E não só o lugar como também as pessoas. Pessoas que são os amigos, a família, os primos dos primos e até as vizinhas la da terra que inventam tudo sobre toda a gente! Tenho saudades da terra onde metade de mim cresceu..."

 

                             Nádia Correia nº8




outroscaminhos @ 18:27

Sex, 05/10/07

    Passamos a vida a julgar tudo em nosso redor, sem que muitas vezes nos apercebamos que devemos também agir e não ficar só por palavras que não nos irão levar a lado algum.

    Se somos simplesmente passivos, esperando que os outros façam algo, não temos o direito de reclamar das injustiças deste nosso mundo. Devemos todos, como pessoas e cidadãos de uma aldeia global, ajudar a combater injustiças e não a julgar essas mesmas injustiças.

    Uma forma de combater essas injustiças é ser voluntário. Ajudar sem estar a espera de uma recompensa mas sim ajudar por ser a nossa missão. Conviver em sociedade, ajudando os demais para nos tornarmos pessoas úteis e felizes.

 

 

    "A nossa missão não é julgar o que é justo ou injusto: é apenas ajudar." Madre Teresa de Calcutá

Tiago Mendes

Nº 10

12º7

 

 

 

 

   




outroscaminhos @ 17:24

Ter, 02/10/07

Um dia normal de escola. A rotina impõe-se teimosamente quando nos habituamos ao novo horário. E, um por um, os dias quentes e leves das férias saem dançando, num ritual lento, do Inverno que teima em instalar-se.

A cada hora que passa, as férias tornam-se mais longínquas, mais utópicas. Transformam-se num sonho nítido tido a noite passada.

Enfim... o tempo relaxante do lazer chegou ao fim. Já há muito tempo emocional, pouco tempo físico.

Férias? São sinónimo de passado.

Agora, é necessário inteirar-nos mais sobre o nosso tema de Area de Projecto: Erasmus.

Até porque a seguir vem o Natal...

Inês Barão, nº11




outroscaminhos @ 17:17

Ter, 02/10/07

Mais uma aula passou, mas o trabalho continua… Ainda é muito aquele que vamos ter que fazer e, acima de tudo, ter, para que consigamos obter o nosso produto final!
Com esforço e paciência cada grupo vai conseguir atingir o seu objectivo principal e, apesar da diversidade dos temas todos, no final, vamos ter algo em comum: TODOS PERCORREMOS CAMINHOS DIFERENTES, MAS TODOS CHEGAREMOS AO MESMO DESTINO!
Por isso continuem a trabalhar como têm feito até agora, sempre com dedicação e entrega…
Telma A. A. Alves, nº 9, 12º 7ª



outroscaminhos @ 20:08

Seg, 01/10/07

 
    Após planearmos minuciosamente o que vamos fazer, a ansiedade de começarmos o “trabalho no terreno” começa a crescer. Queremos realizar o que idealizámos, testar-nos a nós próprios em novas situações.
     No entanto temos a plena consciência de que é estritamente necessário planificar e organizar tudo, ponderar sobre os obstáculos que nos poderão aparecer e principalmente ponderar como ultrapassar esses mesmos obstáculos.
     Escolhemos um tema ambicioso, que vai exigir bastante de nós, não só do ponto de vista da organização, mas também do ponto de vista emocional, já que teremos oportunidade de estar perto de crianças que têm graves problemas de saúde, bem como as suas famílias.
     Mas também há o outro lado, o lado compensador do nosso trabalho. Não só a experiência que iremos ter, mas também o que vamos aprender, e acreditamos que vamos aprender muito, não só porque o voluntariado é um acto de generosidade com a sociedade, mas também porque é um acto que requer muito de nós. Requer disponibilidade, requer paciência, requer gosto.
     Ser voluntário não é dar tempo aos outros. É dar uma parte de nós aos outros, mas receber mais, muito mais para nós próprios.  
Amadeu Martins nº1



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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