outroscaminhos @ 22:26

Sab, 31/05/08

Realizámos, no dia 27 de Maio, no polivalente da nossa escola, uma apresentação do nosso trabalho de Área de Projecto com vista à divulgação do Erasmus para outras turmas. Fizemos jogos em parceria com uma turma convidada de 10º ano, à qual agradecemos desde já a presença e a óptima colaboração. Para que este trabalho fosse possível contámos também com o apoio da nossa turma nos preparativos. Queremos desta forma agradecer a todos, em especial à Joana Beites pela sua ajuda na preparação e no decorrer da apresentação e ao Amadeu Martins pela colaboração na montagem do espaço. O nosso muito obrigado a todos os que ajudaram a tornar isto possível.

 

O grupo Erasmus




outroscaminhos @ 20:58

Qui, 29/05/08

   Pois é! Depois de um longo ano de trabalho e como já aconteceu comigo, os outros grupos já apresentaram os seus trabalhos. Denotam-se os rostos de felicidade que se confundem nos olhares nervosos daqueles que estão a apresentar, e eu percebo realmente o que eles estão a sentir.

   Foi um ano muito difícil em termos de trabalho, estamos todos cansados e a finalização dos projectos bem como as apresentações são elementos que exigem um esforço adicional, não só pela imaginação e criatividade que exigem, mas também por todos os problemas que vão surgindo na concretização.

   A apresentação do grupo "Erasmus" no Polivalente correu muito bem e foi bastante original, não só pelo jogo, que embora com perguntas difíceis, foi muito aliciante e contribuiu para o melhoramento dos nossos conhecimentos geográficos e culturais, mas também pelas danças características de cada país, que para quem tem "dois pés esquerdos" foi um momento muito divertido... ou não!!!

  A apresentação do grupo da Marginalidade, foi uma autêntica surpresa porque para além de não conhecermos a reportagem, fomos presenteados com a actuação de uma banda que mistura o hip-hop com instrumentos de sopro e que dá um resultado bastante agradável. A apresentação em si, correu como o grupo estava a espera, pois embora muito nervosos conseguiram surpreender as pessoas e fazer com que pensassem nos problemas que abordaram no seu tema.

 

   Depois de ver tudo isto, depois de reflectir, eu penso que nós estamos todos de parabéns, não ninguém em particular mas toda a TURMA, porque com a ajuda da "stora" aprendemos a não desistir, aprendemos que tudo é possível, aprendemos a ter força, aprendemos a não nos calarmos e a lutarmos pela nossa razão...

 

   Tal como o grupo da Marginalidade dedicou um poema à Turma que falava da amizade, eu dedico este poema de José Carlos Ary dos Santos, porque para além da amizade que há entre as pessoas da turma é de glorificar a força de todos nós que tivemos, temos e teremos para lutar contra todos os problemas, todos os entraves, todos os obstáculos.

    

   Parabéns aos grupos, parabéns a todos, parabéns à Turma!!!

 

"Soneto"

Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?

 

Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.

 

Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.

 

Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.

 

José Carlos Ary dos Santos

 

                                                           

 

                                                                                                      Amadeu Martins




outroscaminhos @ 15:01

Qui, 29/05/08

Passou distraidamente a mão pelo caderno, folheou-o. Estava tão distraído, tão longe dali, daquele momento, daquelas pessoas. Da secretaria e do Universo. Esta no lado do Arco Íris sem pote de Ouro mas, mesmo assim, estava longe e num sitio confortável.
Penteou o cabelo escuro e olhou-se ao espelho. Cerrou o maxilar e o rosto era duro, de traços fundos, quase como linhas. Mas os olhos, os olhos... Ele notou que tinham um brilho especial, que estava distante, no lugar do arco-íris de uma só cor.
Amava. Intensamente. Qualquer coisa menos uma pessoa. Tudo excepto algo que remetesse para um sentimento socialmente real. Amava intensamente a vida e a musica, o mar e a sua violência. Amava o mundo e amava a sua solidão. E a sua cicatriz social.

Passou distraidamente a mão pelo caderno, folheou-o. Estava perdida, enclausurada nos seus pensamentos pelos outros, os que a temem e a odeiam. Mas que todos os prisioneiros fossem como ela, trancados numa espécie de paraíso falso ( felicidade não e ignorância e um ignorante não tem alcance mental para perceber que infelicidade e a felicidade são a mesma coisa. Alternam simplesmente de fases e se não coexistirem não existem)
Fechou o livro e olhou-se ao espelho. O rosto era cansado, marcado pela persistência de ser ela própria todos os dias. E viu a cicatriz nascer, a flor de lis. Observa - se e observava o crescimento da cicatriz todos os dias, talvez para contabilizar os dias e ver o crescimento da sua condenação. Ao menos, não era inocente. Ela era um crime no mundo e se não morreu ate agora foi porque teve a agilidade de uma pantera ,negra como a noite, e a força de um castelo de ferro. Se ainda guarda e defende no peito o ideal é porque acredita. E ama a vida e a sua própria existência.

Pararam os dois em frente do passeio. Ele reparou que ela ouvia a musica dele, a musica que era dele, que ele guardava numa gaveta especial no coração. Trancada à chave.
Ela viu que ele tinha o mesmo ar dela, que tinha o mesmo passo leve e o mesmo olhar em contraste com o mundo – os olhos eram divinos, procuravam a perfeição azul, o rosto, cicatrizado.
Falaram-se, como se conhecessem. Nenhum deles tinha, em momento algum mais brilhante, falado tanto e tão descontraidamente sobre si. E nenhum deles se esqueceu da perturbação que causaram um ao outro.
Os dois partilharam a solidão. Foram , calmamente, um com o outro beber café, não foram juntos. As solidões deram, um dia mais tarde, a mão.

 

Maria Ines (L.C.)

 




outroscaminhos @ 20:38

Ter, 27/05/08

Tendia para Ricardo Reis. Mesmo antes de o conhecer, sempre pôs tudo o que era no mínimo que fazia , sempre apreciou Epicuro e a teoria do prazer moderado. Sempre fechou os olhos á vida quando a turbulência era estonteante.

E , curiosamente, sempre esteve muito próximo de Alberto Caeiro, amou muitas vezes sem perguntar a origem, sem procurar a razão. Isso arruinaria o aproveitar do momento. Estrelas, às vezes, limitam-se a iluminar a noite de breu do interior dele. Com o passar dos milhares de segundos, aproximava-se do cansaço de Campos. De Pessoa, só herdou o gosto pelo choque.
Definia-se assim. Foi a maneira que arranjou para fazer a sua autobiografia. E orgulhou-se da sua originalidade: ele era estranho, porque era ameno, seguro, quase imparcial. Era um paradoxo e gostava dos paradoxos de Pessoa.
Suspirou e largou o papel rabiscado. O orgulho dele era relativo , não era presunção era estar confortável consigo próprio. Bem diferente do que sucede com o resto do mundo que se orgulham de serem tacanhos. E esperam o reconhecimento social.
Tendia, sobretudo, para Reis. É pacifico, pacato - não tenciona tornar-se no poeta pagão – mas considera-o, talvez, o seu mestre. Não se afasta de Caeiro, ironicamente, interliga-os perfeitamente na imperfeição do seu Ser.
Ri-se. Que mais pode ele fazer? A originalidade, ele sabe, sai-lhe muitíssimo caro.
 
Maria Inês (L.C.)



outroscaminhos @ 17:10

Seg, 26/05/08

 

 

 

            

 

 

 

  O beijo é uma forma de diálogo.

George Sand

 

 

 

 

 

          

 

 

 

 

do Lat. basiu


s. m.,
 
acto de poisar os lábios nalguma pessoa, ser ou coisa em sinal de amor, afeição ou veneração;
ósculo;

 

contacto leve.

 

 

 

 

 

        

 

 

 

 

         

"O beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias."

 

          

 

                                                    

 

        Para mim um beijo é algo indefenível, inexplicável. Um simples beijo pode ter mil e um significados! É um gesto tão carinhoso, tão bom e que desenvolve laços afectivos tão próximos que nos pode tornar os seres mais felizes do planeta. Eu gosto muito de dar e receber beijinhos. O beijo da mamã, do papá, do mano... Do amigo, da amiga, do namorado... Do bichinho de estimação... são todos diferentes e todos com desejo, amor e intensidade desigual!

 

        

 

 

 

          

 

 

 

 Às vezes um beijinho resolve muita coisa! Por isso, não tenham medo e partilhem o que há de bom na vida, vai um beijinho?!             

 

      

 

             

 

 

 

      

 

** BEIJOS *

 

Joana Beites

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   


sinto-me: Uma Beijoqueira
música: Kiss me - Avril Lavigne Cover
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outroscaminhos @ 15:52

Sab, 24/05/08

A janela esta exactamente no sitio onde a deixei. Fechada, talvez um dia tenha coragem para abrir e encarar o mundo. Não consigo, sabes, é me quase impossível abri-la e voar. Nunca fui Ícaro, nunca desejei tornar-me nele.

Foco-me nas asas, sou engenheiro de alma. Apenas quero refortalece-las, modifica-las ate o Ícaro vencer o Sol . O meu sonho é a vitoria do voo dele, porque em momento algum ele conquista o sonho sem mim. E nunca eu me liberto do meu herói, do Messias.
Não, por favor, não me pormenorizes a morte dele, não relates o seu corpo desfeito em pedaços. Dói-me como se tivesse sido o meu, dói-me porque foi o meu..E não me obrigues a ocupar o lugar do Ícaro , o meu sonho é de material diferente, é de tempo diferente.
A janela esta aqui, ao meu lado, como sempre, como a morte. Não a abras, tem pena de mim, deixa-me cumprir o luto e fingir que as lágrimas escorrem. Somando as quedas, retiram-se lágrimas à alma. Tem compaixão e deixa-me enterrar o Ícaro, outro Ícaro, outro...
Os sonhos morrem. Consecutivamente. A janela está trancada e começa a ficar invisível. Um dia vou passar por ela e simplesmente não a ver. Um dia fecho os sentidos ao mundo e espero que alguém os desperte..
 Um dia o Ícaro vai deixar de morrer, ou porque deixa de existir ou porque vence o Sol.
 
Maria Ines C.   (L.C.)



outroscaminhos @ 22:07

Sex, 23/05/08

 

Há dias assim,
Em que tudo gira ao contrário,
Em que tudo acontece sem dever
Ou por dever sem querer.
 
Dias em que o dia mal começa
E a noite mal acabou.
Momentos trocados,
Lágrimas sufocantes.
 
Estávamos lá, na hora errada.
O olhar de angustia perdido no tempo,
O sorriso estranho
Num quase cinismo.
 
Já pouco nos resta fechar os olhos,
Fingir gestos e palavras
Esconder o medo.
Já pouco nos resta.
 
 

Nádia Abrantes




outroscaminhos @ 10:55

Sex, 23/05/08

O Grupo Erasmus, antes de mais, quer desculpar-se pelo tempo que demorou a por um texto no blog sobre a apresentação do Grupo do Voluntariado.

Passadas as desculpas, agradecemos desde já o vosso convite para participarmos, também, na vossa apresentação. Mas sobretudo, queremos agradecer-vos o facto de nos terem também deixado “brilhar” sugerindo que colocássemos as frases eruditas de alguns escritores famosos que relacionamos com o nosso tema. Obrigada pelo espaço dado por vocês que era vosso. 
 
Gostámos da apresentação sobretudo da parte da comida ! =P
 
                                                                                             O Grupo Erasmus



outroscaminhos @ 10:25

Sex, 23/05/08

Apesar de ter sido finalizado à dois dias publíco assim no blog a conclusão e "abertura" oficial do nosso site do nosso tema de Área de Projecto, Erasmus.

 

Também já podem encontrar o nosso site no google se escolherem "paginas de Portugal" e digiatrem na pesquisa "Site sobre Erasmus"

 

link:

http://www.freewebs.com/grupoerasmus

 

Espero que divulgem o site a amigos e familiares que tenha interesse ou curiosidade sobre este assunto.

 

C.S. # 5




outroscaminhos @ 16:48

Qui, 22/05/08

Bem, como sei que adoraram e não acharam nada aborrecido, decidi por no blog a montagem do filme "Freud- Além da Alma" que eu e a Susana da turma 6 fizemos, para que tenham a oportunidade de o ver outra vez!  Estou a brincar, compreendo perfeitamente que não seja  o filme ideal para ser visto às 8 da manhã, afinal o filme já tem quase 50 anos, 46 mais precisamente. Apesar disso o filme era muito bom e mostra com grande claridade e veracidade o trabalho elaborado por Freud ao longo de muitos anos.

 

Aqui têm a sinopse do filme:

 

Junto com Copérnico e Charles Darwin, Freud revolucionou a maneira do ser humano ver a si mesmo dentro do infinito Universo. Ao afirmar que as ações e os desejos humanos não são frutos da vontade e da vaidade humana, mas sim do nosso Inconsciente, Sigmund Freud abalou o mundo científico e criou uma nova maneira de entender a psiquê humana. Em Freud - Além da Alma, John Huston pretende mostrar como as teorias freudianas esboçam a própria vida de um dos maiores gênios da Humanidade.
Ansioso em obter respostas plausíveis para aplacar o sofrimento de seus pacientes, Freud enveredou-se à doutrina de Charcot e utilizou-se da hipnose em seus estudos sobre histeria. Embora seus estudos encontrassem a resistência da ala conservadora da Medicina, que viam nas teorias de Freud uma ameaça à primazia do ser humano, Freud prosseguiu em sua linha de pensamento e descobriu que o ser humano é dividido entre o Consciente e o Inconsciente, lançando as bases da Psicanálise.
Huston, baseado no roteiro escrito pelo filósofo Jean-Paul Sartre (que não consta nos créditos do filme), evitou o risco de fazer uma caricatura de Freud e não abordou a sua vida pessoal, restringindo-se aos seus estudos psicanalíticos. Opção acertada do diretor, pois sua produção não cai na mesmice de filmes meramente biográficos, que baseiam-se em informações fragmentadas sobre a intimidade de um personagem histórico e acabam criando indiscriminadamente um mito. É interessante observar como Huston conseguiu articular as descobertas de Freud com as próprias experiências pessoais do psicanalista, como a teoria que desenvolveu sobre o Complexo de Édipo, fundamentando-se na relação com seu pai morto. Com uma linguagem metafórica e onírica, Huston mostra o conflito interior que viveu Freud enquanto tentava penetrar no obscuro Inconsciente de seus pacientes, pois temia encontrar o inefável, o impensável. Na verdade, Freud temia encontrar a sua própria essência.

 

E aqui têm o filme:

 

(temporariamente indisponível)

 

Ana Rita

 

 



Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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