outroscaminhos @ 11:38

Seg, 31/12/07

2008 vai ser um ano muito importante para todos nós! Por isso: Bom 2008 para todos!!!

 




outroscaminhos @ 20:51

Sab, 29/12/07

        
 
 
        Como é que é possível as pessoas abandonarem os seus animais de estimação?
         Um animal de estimação é um animal que foi domesticado para convívio com os seres humanos por questões de companheirismo ou divertimento. Se assim é, porque é que as pessoas abandonam um ser cuja função era animar os seus dias?
         Há vários animais de diferentes raças que as pessoas podem escolher conforme as suas possibilidades, isto é, ter um animal de estimação implica possuir condições para o acolher. Este traz uma grande responsabilidade pois não é mais um “brinquedo com vida” que se compra, isto porque todos nós sabemos que há pessoas que compram animaizinhos com pouco tempo de vida porque são muito bonitinhos, mas depois esquecem-se que esses mesmos animaizinhos vão crescer e ser adultos perdendo, assim, aquela graça que os caracterizava quando eram pequenos... E que passam a comer bastante, que necessitam de um bom espaço para se movimentarem, que precisam de serem acompanhados por um veterinário para que sejam animais saudáveis e que com o tempo todos vão precisando cada vez mais de cuidados, principalmente quando já estão velhotes.
         Cão, gato, coelho, chinchila, furão, esquilo, Hamster, porquinho-da-índia, pássaros, aves exóticas, peixes, tartarugas, lagartos, aranhas… Todos estes e outros mais animais merecem serem felizes com a família que os adoptou e por razão nenhuma devem ser abandonados pois tenho a certeza que nenhum animal que foi bem tratado durante toda a sua vida deixará os seus donos.
         O seu animal pode sujar, destruir, ser activo de mais, requerer muita atenção, fazer barulho… mas, ele será sempre seu companheiro quando quiser e mais precisar, alegrará os seus dias sempre que estiver mais triste, nunca reclamará os seus actos e decisões e pode até mesmo ajudá-lo em certas ocasiões.
          Abandonar animais, especialmente domésticos, provoca graves problemas que afectam, cada vez mais, os grandes centros urbanos. Contudo, o abandono de animais domésticos não é o único problema, uma vez que há ainda inúmeros casos de circos que chegam a abandonar leões, tigres e outros animais que são explorados com o intuito de renderem financeiramente.
         O abandono de animais, para além de ser uma grave violação dos direitos dos animais, causa inúmeros problemas de segurança e saúde pública nos grandes centros urbanos.
         Por isso, se está a planear ter um amigo para a vida, convém pensar bem se tem realmente condições para o criar. E não se trata apenas de dinheiro e/ou espaço, mas também de tempo e afecto!
       NÃO ABANDONE O SEU ANIMAL E QUE NUNCA LHE PASSE TAL COISA PELA CABEÇA!
 
 
 

 
 
JOANA BEITES

sinto-me: Do lado dos animais!


outroscaminhos @ 19:19

Qua, 26/12/07

 O trabalho de voluntariado pode ser muito variado e compreender como uma instituição funciona em termos organizacionais também pode trazer grandes contrapartidas. Assim, fizemos outras tarefas que nos deram imenso prazer e que para outros poderiam parecer um pouco mais aborrecidas.

   Organizámos as pastas de apresentação da associação aos pais e familiares das crianças com cancro e achámos que tudo era cuidado ao ínfimo pormenor, abordando o tema de uma forma ligeira e alegre, com livros cheios de ilustrações e cores que contam histórias relacionadas com os vários temas abordados (ao fim ao cabo, numa época em que a confusão e a tristeza invadem o espirito é preciso um "empurrãozinho").

   Também organizámos brinquedos, brincámos com as poucas crianças presentes na instituição e, acima de tudo, fomos muito polivalentes e ouvimos muitas histórias de voluntários, de coisas que já se passaram naquela instituição, histórias de pessoas que às vezes nos fazem pensar e aprender.  

    Para concluir, foi um dia em que nos sentimos livres. Fisicamente e espiritualmente uma vez que estávamos a fazer algo que queríamos mesmo fazer e sentíamo-nos úteis.

      

O Grupo

  Deixamo-vos aqui uma fotoreportagem sobre a ida do Presidente da República à casa da Acreditar.

http://www.presidencia.pt/index.php?idc=10&idi=12019




outroscaminhos @ 17:41

Qua, 26/12/07

   A noite é de festa, o dia de família, mas a tristeza invade-me o espirito.

   Deixei o quente da sala, os risos forçados, as alegrias ensaiadas e vim até cá fora. Sento-me nesta cadeira a ver a lua. O frio que me gela a ponta do nariz faz-me acordar. É o primeiro natal desde que partiste.

    A lua está cheia. Consigo rever-te na lua que me ilumina. Tudo mudou, embora pensasse que não. Do outro lado vejo as famílias todas reunidas, as salas cheias, as casas animadas com movimento. Sabes, às vezes fico a pensar que não me lembro do ultimo presente que me deste, ou da última conversa, ou até do ultimo passeio. Será que alguma vez houve algum? Procuro no vazio das memórias. Nada. Não tenho nada para contar. Mas não faz mal! Assim posso sonhar como seria... E sonhar é tão bom, atenua a realidade.

   Os natais daqui para a frente serão todos assim, melancólicos, tristes e cheios de saudades tuas. O meu pedido é só um: que todos os Natais eu possa ter uma lua cheia onde te reveja.

   Bem, vou voltar para dentro. Estejas onde estiveres, Feliz Natal.

 


Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

(...)

 


E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

                     Florbela Espanca

 

 

Amadeu Martins




outroscaminhos @ 20:57

Dom, 23/12/07

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

(A partir de ) Hoje e (para) Sempre!!!

Boas Festas para todos:

a prof




outroscaminhos @ 17:06

Sab, 15/12/07

   Com muito energia e ansiosos começámos esta nossa nova etapa...

  Estávamos à porta do IPO e os nossos sorrisos e piadas (algumas sem piada nenhuma) mascaravam o nosso nervosismo e ansiedade. A pergunta mantinha-se no nosso subconsciente: o que é que vamos encontrar?...

   Apareceu depois a voluntária Mª José que seria a pessoa que nos viria a dar mais informações sobre o que iríamos encontrar no 7º piso. Levou-nos até lá.

   A porta deslizante abrira-se à nossa frente. Entráramos noutro mundo. Um mundo novo com muito para nos oferecer.

   O branco incomodativo misturava-se com cores fortes de uma alegria aparente. O choro invadia todo o corredor. Começaram a surgir os primeiros rostos. Pedalavam nos seus triciclos, andavam por lá, mas sempre acompanhados. Não por pessoas mas por máquinas e produtos de que necessitam.

   Fomos até a sala de estar/recreio onde começámos a fazer a actividade do origami. As crianças pareciam alheadas. Não eram crianças pela definição que temos. Não têm alegria nem vitalidade, nem aquela genica que as crianças têm. Estão doentes, débeis e muito frágeis. Mas vão melhorar.. é isso o mais importante.

   Fizemos estrelas de papel para as iluminar, cães para lhes fazer companhia, laços, etc... Pareciam felizes. Mostravam sorrisos que eram sinceros.

   O ambiente continua pesado mas já nos habituáramos. Máquinas a apitar, administração de medicamentos e soro, todo um movimento hospitalar.

   Passámos para a actividade dos balões, que depressa se transformaram em brinquedos para aquelas crianças que, embora doentes, sabem o que é ser criança.

     Para nós foi uma experiência muito enriquecedora que nos fez pensar, reflectir, saber agir e, talvez, sermos melhores pessoas. Nestes mundos é que se sabe o que é viver. Sabe-se o que são as leis naturais da vida. Prova-se a dor, a tristeza, por vezes a morte, mas saboreiam-se as vitórias, as curas e a vida.  

 

O Grupo;




outroscaminhos @ 14:42

Sex, 14/12/07

Nós somos pegadas deixadas na areia que esperam, numa condenação silenciosa, um dia serem apagadas. O tempo escorrega pelas nossas vidas, por isso é que a praia é eterna. Dura sempre. Ela assiste à nossa passagem, mas tombamos antes da chegada do seu Inverno rigoroso.
E não, não somos os grãos de areia. Nem isso. Ou, então, bem mais do que isso. Somos o que deles advém. Sejamos, então, o castelo de areia torto e reluzente que a criança que já fomos construiu. Sejamos esse castelo, porque a criança já se misturou com o mar quando elaborou demasiado o seu boneco de areia.
E eis que a onda apaga as pegadas e arruina os castelos. Nada fica. Nada somos. A não ser a marca da marca. A prova de que o passado existiu.
Somos o silêncio doloroso das grutas calcárias durante uma noite de Verão. Ou de Inverno. Tanto faz porque o Sol é o mesmo. E também não são relevantes as pegadas porque a mente distingue a areia das diferentes praias do mundo. E todas as areias já foram parte de uma pegada.
O que realmente importa é a procura dos corais que ainda cantam , numa melodia tão concreta e profunda como o silêncio, o amor que sentem pelo mar.
Todos somos pegadas, mas poucos de nós estão em paz.
Maria Inês



outroscaminhos @ 21:33

Qui, 13/12/07

   Já que estamos numa de falarmos todos de animais, então aqui vai...
Sim, porque a minha gatinha, que nem minha é (e gatinha muito menos) é a mais bonita e simpática!

   Mentira! Porque esta gata, que até tem piada,e é da minha irmã e não minha, apesar de estar de férias prolongadas em minha casa, é uma verdadeira terrorista. O que mais aprecio nela é o facto de só partir e estragar coisas minhas...É o facto de de manhã, às 7 horas em ponto, saltar sempre para cima da minha cama a acordar-me. Isto quando a pessoa que ela mais venera é a minha irmã.

   Por outro lado, visto que a primeira pessoa em quem a gata pensa para fazer maldades e malandrices sou eu, creio que ela nutre um sentimento muito positivo por mim, até porque a trato muito bem, especialmente quando me morde as meias, os atacadores dos ténis e a almofada da cama, etc.

   No fundo, mas bem lá no fundo, eu gosto muito dela e invejo-a muito, muito, pois a sua vida é apenas dormir, comer e brincar...O que se pretende mais? Acho que já disse tudo!


   Ah! E esqueci-me de referir o belo nome que a minha irmã deu à gata: Gipsy, que, para quem não sabe, significa cigana (acho que isto também diz tudo, não?!)

 


TELMA A. A. ALVES #9




outroscaminhos @ 21:12

Qua, 12/12/07

 

Posso estar triste.

Posso sentir saudades.

Posso sentir-me como um vazio.

Mas, há uma coisa que não posso sentir,

Indiferença.

Indiferença às pessoas que me amam e às pessoas que amo.

E muito menos sentir indiferença aos momentos com essas pessoas.

Pessoas que me fazem sorrir com pequenos gestos.

Pessoas que nos fazem mostrar que "a vida é dura" mas que é pior sem elas!

 

 

 

 

 

 

Dedico este texto às minhas amigas e aos meus amigos lá daquelas terrinhas da Guarda =P  Ah...!Ana, após ter passado noites e dias e semanas a ouvir-te dizer sempre a mesma frase, eu decidi usar a tua frase no meu texto.  "A vida é dura!" =') Mas acredita que sem ti e que sem o resto do pessoal é bem pior! 

 

 

 

                                          AMO-VOS!

 

 Nádia Correia nº8

 

 




outroscaminhos @ 19:08

Ter, 11/12/07

Parece-me, em dias em que o Sol brilha intensamente mas não aquece, que as metáforas já envelheceram. Do ângulo sombrio vindo das trevas, os paradoxos têm rugas de falta de uso.
E, qualquer dia, também não serão mais necessárias as viagens de autocarro, porque estar aqui ou do outro lado do mundo começa a ser indiferente. O mal da sombra é que torna os lugares mais parecidos uns com os outros. Luz é distinção.
Mas não, ainda não, a viagem está a ser feita agora. E sem música é uma heresia humana. O mestre dos pecados é deixar acidentalmente o mp3 em casa e viajar em certos transportes públicos. Não, não é por falta de variedade de pessoas. É pela limpeza psíquica e física que não fazem e que todos os meus sentidos percepcionam. São autênticas catástrofes humanas à  escala mundial.
Ainda que feche os olhos, continuo a ouvi-los. E mesmo que veja a paisagem, é o reflexo deles que aparece na janela. Sem metáforas, não há imaginação. Concentro-me na música e prendo bem a guitarra que trago  entre os joelhos. Aperto-a bem porque a olham com desdém, com raiva até. É importante não esquecer que, na toca da podridão o erro, o pecado e o olhar reprovador caiem sobre o instrumento nos meus joelhos.
Não há mais figuras de estilo. O som dissipou-se e as pessoas são surdas, até na alma.
Inês


Depois de concluirmos uma etapa, e porque a vida não pára, chegam novas aventuras e novas descobertas por novos caminhos....
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